Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar fecha acima de R$ 2,50 pela primeira vez desde abril de 2005

SÃO PAULO - Com seis pregões seguidos de alta, o dólar comercial atinge nove preço recorde dentro do atual período de crise. Hoje, a moeda fechou negociada a R$ 2,534 na compra de R$ 2,536 na venda, preço não registrado desde 28 de abril de 2005.

Valor Online |

Sobre o fechamento de ontem, a divisa subiu 2,46% e já acumula alta de 9,54% na primeira semana de dezembro.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa fechou com valorização de 1,33%, a R$ 2,507. O giro financeiro somou US$ 260 milhões. No interbancário, o movimento foi de US$ 1,67 bilhão, cerca de 25% menor que o observado ontem.

Segundo o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, o mercado segue preocupado com a saída de recursos do país, algo evidenciado, ontem, pelo fluxo cambial de novembro, que foi negativo em US$ 7,15 bilhões, o pior resultado desde janeiro de 1999.

De acordo com Medeiros, as saídas de moeda estão cada vez mais acentuadas e, para esse mês de dezembro, estão previstos vencimentos de US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões no câmbio financeiro. Fora isso, já estão programados grandes pagamentos de dívida para janeiro de 1999.

Na visão do especialista, o quadro que se desenha é pouco favorável e, conforme o desenrolar dos próximos dias, o Banco Central pode atuar com maior freqüência no mercado. Por ora, Medeiros acredita que a autoridade monetária está deixando os bancos queimarem suas reservas, para depois ofertar moeda no leilão ao preço mais favorável.

Vale lembrar que a posição comprada dos bancos, caiu de US$ 7,07 bilhões em outubro, para US$ 2,53 bilhões no mês passado. Essa mesma posição já passou de US$ 12 bilhões em abril.

No lado comercial, Medeiros afirma que os importadores estão em situação complicada. Muitas compras foram feitas com o dólar na faixa de R$ 1,6, mas agora, na hora de pagar as faturas, a moeda está em R$ 2,50. No caso do comércio, a situação é mais preocupante, pois o ambiente de desaceleração que se desenha não permite o repasse de preços.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG