A moeda americana iniciou a semana em queda no mercado cambial brasileiro e fechou abaixo de R$ 1,60, pela primeira vez neste mês. O dólar comercial recuou 0,44% e terminou o dia cotado a R$ 1,594.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista caiu 0,31%, para R$ 1,5955. As cotações são as menores desde o dia 30 de junho (quando o dólar comercial valia R$ 1,597).

A alta da Bovespa em meio a compras de pechinchas e a expectativa de ingressos de recursos estrangeiros no mercado para a oferta de ações da Vale de até US$ 15 bilhões, cuja reserva de ações termina amanhã, favoreceram a baixa das cotações, segundo operadores. Um fluxo cambial positivo efetivo hoje também contribuiu. Além disso, a informação de que o superávit da balança comercial de US$ 1,225 bilhão na segunda semana de julho foi o segundo melhor resultado semanal do ano foi bem recebida e também estimulou algumas ofertas no mercado à vista. O giro financeiro total aumentou 24%, para cerca de US$ 3,087 bilhões.

No terceiro sistema de negociação de dólar à vista, a plataforma eletrônica da BM&F Bovespa, inaugurado hoje, o dólar terminou em baixa de 0,31%, a R$ 1,5955. As cotações oscilaram entre mínima de R$ 1,592 e máxima de R$ 1,60. Os negócios, no entanto, foram limitados a apenas seis operações e um giro de US$ 3,5 milhões. Segundo operadores, houve problemas técnicos no sistema, que dificultaram o acesso de bancos e corretoras credenciados.

As expectativas favoráveis sobre o fluxo cambial consideraram também uma captação de US$ 100 milhões anunciada pelo banco Daycoval e a operação de compra pela Anglo American de um projeto da MMX Mineração e Metálicos, o MMX Minas-Rio, cujo valor de mercado foi estimado em US$ 5,5 bilhões.

Do lado externo, a valorização das bolsas norte-americanas pela manhã em reação ao plano de resgate às financiadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, anunciado no final de semana pelo governo norte-americano, também influenciou em parte o declínio do dólar.

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