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Dólar fecha a R$ 2,519, maior valor desde abril de 2005

O dólar comercial voltou se valorizar, pela sexta sessão consecutiva, atingindo R$ 2,519, a maior cotação desde 29 de abril de 2005 - naquele dia, encerrou valendo R$ 2,529. Durante a jornada, a cotação oscilou entre os terrenos positivo e negativo, mas no final dos negócios mostrou fôlego, alcançando as máximas do dia.

Agência Estado |

O dólar comercial encerrou em alta de 1,78%, tento oscilado de R$ 2,531 (+2,26%) no teto a R$ 2,465 no piso (-0,40%). Desse modo, a cotação já acumula ganho de 8,86% em dezembro, contabilizando uma elevação de 41,92% em 2008.

Na BM&F, o dólar negociado à vista fechou com apreciação de 1,33%, a R$ 2,507, na máxima do dia. Na mínima, chegou a R$ 2,4605 (-0,55%).

De acordo com profissionais da área de câmbio, a volatilidade nos negócios hoje diminuiu em relação a ontem, e a liquidez foi "ridícula". "O fato de o fim do ano estar próximo afasta do game (jogo) os players (participantes) que já atingiram suas metas. E aqueles que não atingiram não têm mais 'de onde tirar'. Falta mesmo vontade de operar", disse um operador. O volume de operações referenda essa percepção. O giro interbancário hoje somava US$ 1,7 bilhão às 16h30. Ontem, o giro encerrou em cerca de US$ 2,676 bilhões.

Conforme outro operador, a aceleração no final da sessão pode ter refletido um movimento de zeragem de posição, daqueles investidores que teriam assumido posições vendidas na expectativa de que o Banco Central voltasse a atuar hoje. "Como isso não aconteceu e as bolsas nos EUA pioraram, esses agentes precisaram zerar esse fluxo", citou. O profissional, que preferiu não ser identificado, também não descarta um fluxo negativo pontual, ao redor de US$ 150 milhões, para explicar o movimento nas cotações. "Com a liquidez fraca como está, isso faz preço", disse.

Em relatório enviado no início da semana, o banco BNP Paribas mantém a expectativa de manutenção da fraqueza do real em relação ao dólar no médio prazo. "Desalavancagem, repatriação de fluxos e ajustes de balanço devem continuar a sustentar o dólar em alta", argumenta a instituição. Além disso, a equipe do banco cita que o impacto da queda dos preços de commodities (matérias-primas) na balança comercial também corrobora a debilidade do real. Na visão do BNP Paribas, as intervenções do BC podem aliviar o processo, mas não o novo nível de equilíbrio da taxa cambial.

As operações domésticas praticamente ignoraram a recuperação do euro no exterior frente ao dólar - embora essa trajetória tenha mostrado alguma volatilidade. Às 16h30, a moeda européia era negociada a US$ 1,2794, de US$ 1,2701 no final da tarde de ontem, uma valorização de 0,73%.

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