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Dólar fecha a R$ 2,475, maior preço desde junho de 2005

SÃO PAULO - A moeda norte-americana registrou nova máxima de preço desde o agravamento da crise externa. Na verdade, o valor de fechamento de R$ 2,475 é o maior já observado desde 9 de junho de 2005.

Valor Online |

O pregão foi de forte instabilidade, com a moeda chegando a recuar para R$ 2,372 na mínima do dia depois que o Banco Central ofertou US$ 530 milhões via duas operações no mercado à vista.

Mas no final do dia as compras prevaleceram, impulsionando o dólar comercial para R$ 2,473 na compra e R$ 2,475 na venda, valorização de 3,46% sobre o fechamento de ontem. Na semana a divisa estrangeira já ganhou 6,9% ante o real.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar fechou com valorização de 2,81%, a R$ 2,474. O giro financeiro somou US$ 286,5 milhões, montante 84% maior que o observado ontem. No interbancário, o movimento foi de US$ 2,26 bilhões.

De acordo com o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, a procura por dólares, que já era muito grande, deve se intensificar neste mês de dezembro, pois estão projetadas saídas de ao menos US$ 7 bilhões, via dividendos, pagamento de linhas de financiamentos e emissões. Vale lembrar que a média mensal dessas saídas era de US$ 2 bilhões.

Além disso, Rodrigues lembra que historicamente dezembro é um mês de maior demanda por moeda estrangeira, com bancos, principalmente os estrangeiros, zerando sua exposição à moeda nacional.

" O problema não é risco-Brasil. São as multinacionais precisando fazer caixa lá fora, pois não tem liquidez " , resume o especialista.

Ilustrando esse cenário, o BC anunciou que o fluxo cambial fechou o mês de novembro negativo em US$ 7,15 bilhões, o pior resultado desde janeiro de 1999. Com grande quantidade de saques concentrada na última semana do mês, pois até o dia 20 de novembro o resultado era negativo em US$ 2,533.

De acordo com o próprio BC, o movimento de saída foi tão expressivo que os bancos tiveram de lançar mão de suas reservas (posições compradas), que caíram de US$ 7,07 bilhões em outubro, para US$ 2,53 no mês passado.

Ainda de acordo com Rodrigues, há pressão no mercado futuro de dólar, com os comprados (agentes com apostas ante o real) querendo zerar suas posições. Como não há liquidez suficiente, eles forçam a taxa para cima esperando uma intervenção do BC.

Mas agora a autoridade monetária parece que mudou a estratégia e não oferta mais contratos de swap, que além de oferecer um forma de proteção para as empresas também servia aos especuladores.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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