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Dólar fecha a R$ 2,390, maior valor desde maio de 2006

SÃO PAULO - Depois de testar máximas acima de R$ 2,40, a moeda norte-americana perdeu um pouco de força, mas ainda sim fechou no maior patamar desde o agravamento da crise externa, no dia 15 de setembro. Na verdade, trata-se da maior cotação de fechamento da moeda desde maio de 2006.

Valor Online |

Ao final da sessão, o dólar valia R$ 2,388 na compra e R$ 2,390 na venda, alta de 2,70% sobre o fechamento de ontem. Tal preço é o mais elevado desde 24 de maio de 2006, quando a divisa valia R$ 2,40. Com isso, o ganho acumulado na semana já chega a 5,28%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 3,01%, finalizando, aos R$ 2,395. O giro financeiro ficou em US$ 109,5 milhões.

Segundo o gerente da mesa de câmbio da Corretora Souza Barros, Vanderlei Arruda, a formação de preço da moeda norte-americana reflete todo o ambiente de instabilidade, tanto em âmbito doméstico quanto internacional. A continuada desvalorização no preço das commodities também contribui para a alta, pois ao vender ativos reais, o investidor busca proteção na moeda norte-americana, que, apesar de toda a crise nos EUA, continua sendo a referência.

O especialista também afirma que investidores e fundos externos continuam fazendo caixa no Brasil e mandando dinheiro para fora. Sinal disso é o fluxo cambial negativo de US$ 877 milhões até o dia 14 de novembro, maior que os US$ 656 milhões observados na primeira semana do mês. "Estamos no momento em que todo mundo recolhe seus ativos para os países de origem e vai aplicar em investimento seguro", resume.

Além da maior demanda por dólar, Arruda aponta que a dificuldade de se financiar as exportações retém a entrada de moeda estrangeira no mercado brasileiro. Sem contar que as empresas que podem mantêm suas reservas lá fora, para não correr risco cambial.

O que preocupa, segundo o especialista, é que a cada dia que passa há um novo país ou uma empresa de influência global passando por dificuldades. "Não lembro quem falou isso a primeira vez, mas a idéia é que houve um terremoto e o tsunami vem logo atrás."
O Banco Central efetuou uma série de operações no tanto no mercado à vista quanto no futuro, que somaram mais de US$ 2,54 bilhões.

A primeira operação foi o leilão de swap, que vem acontecendo diariamente, no qual foram colocados US$ 224,1 milhões. Depois o BC fez nova rolagem de contratos de swap que vencem em 1º de dezembro, movimentando US$ 1,251 bilhão. A autoridade monetária também fez leilão de linha (venda com compromisso de recompra). Nessa operação, com três vencimentos distintos, foi vendido US$ 1,070 bilhão.

Cabe lembrar que nenhuma dessas operações resulta em redução de reservas internacionais ou busca alterar o preço do dólar no mercado à vista. Só no final da tarde, o BC vendeu dólar à vista, intervenção voltada para conter a disparada no preço da divisa norte-americana e que resulta na saída de dinheiro do caixa do BC.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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