Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar fecha a R$ 2,20 com temor sobre economia global

O dólar retomou hoje o patamar de R$ 2,20, que havia sido deixado para trás em 28 de outubro. A alta da moeda aconteceu por causa do fluxo cambial negativo ao País e de ajustes da cotação no mercado brasileiro à alta da moeda americana nos mercados internacionais, em meio às fortes quedas das bolsas de valores por todo o mundo e dos preços das matérias-primas.

Agência Estado |

O dólar comercial fechou em alta de 3,92%, cotado a R$ 2,201. Na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 4,08%, para R$ 2,2045.

Novos indicadores negativos nos Estados Unidos e os cortes de juros na Europa realimentaram hoje as preocupações entre os investidores com a economia real e motivaram nova rodada de vendas de ações e de matérias-primas (commodities) e busca de refúgio no dólar, disse um operador. Por isso, o preço à vista da moeda chegou a subir até R$ 2,220, alta de 4,82%, na máxima do dia.

Essa disparada das cotações ocorreu com fraco giro de negócios. Um profissional observou que a oferta de moeda foi escassa na sessão dada a cautela com o cenário de crise de crédito global, por isso o BC foi obrigado a atuar duas vezes com venda direta de dólares, a fim de tentar atender à demanda, principalmente de investidores que tinham saídas financeiras agendadas. Pelo menos uma empresa petrolífera teria feito uma remessa de cerca de US$ 400 milhões, estimou um profissional.

Durante a sessão, houve três leilões do BC: um de swap cambial com negociação de cerca de US$ 426,9 milhões, e mais duas operações de venda direta de cerca de US$ 360 milhões no total, de acordo com estimativa de um operador. Contudo, essas operações ajudaram apenas a aliviar parcialmente a pressão sobre o dólar.

Nos Estados Unidos, as bolsas ampliaram as perdas à tarde, reagindo aos fracos indicadores divulgados, aumento no número pedidos de seguro-desemprego e declínio nas vendas de grande parte das empresas varejistas nos EUA. A expectativa pelo relatório sobre o mercado de trabalho nos EUA em outubro e a entrevista do presidente eleito Barack Obama à imprensa, para apresentar propostas à crise econômica, ambos amanhã, também justificaram a cautela dos investidores.

Às 17h10 (de Brasília), o índice Dow Jones 3,84%, após uma queda de 4,97% no pior momento hoje. O índice Standard & Poor's 500 perdia 3,92%. O índice Nasdaq Composite recuava 3,32%. A Bovespa, nesse horário, recuava 4,94%, aos 35.918,77 pontos. O dólar sustenta-se em terreno positivo no mercado de moedas, amparado pelo corte de juros pelo Banco Central Europeu, de 0,50 ponto porcentual, para 3,25%, e pelo Banco da Inglaterra, de 1,5 ponto porcentual, para 3% ao ano. O recuo das commodities também ajuda a dar força à moeda norte-americana.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG