O dólar comercial fechou em alta pelo segundo dia seguido, cotado a R$ 1,85, valorização de 1,09% no dia. No acumulado de setembro, o dólar já subiu 13,29%.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado nos contratos de liquidação à vista subiu 1,19% e fechou a R$ 1,857.

O mercado interbancário doméstico de câmbio acompanhou a trajetória do dólar no exterior, que também se valorizou em relação a outras divisas. Indicação do presidente do banco central americano (Fed), Ben Bernanke, de que a taxa básica de juro nos Estados Unidos não deve cair, e pode até ser até elevada se os mercados se estabilizarem, deu força ao dólar.

Bernanke e o pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo Tesouro norte-americano para resgatar o setor financeiro continuaram a concentrar as atenções hoje no mercado financeiro internacional. O presidente do banco central americano voltou ao Congresso dos EUA, onde pediu ação imediata em relação às "ameaças graves" que o sistema financeiro enfrenta.

"Está todo mundo ansioso com a resolução dessa questão", disse um operador de câmbio, avaliando que a atenção dos investidores está no anúncio do resultado final dessas discussões e no Congresso americano e a velocidade com que as medidas serão implementadas.

Os preços das commodities (matérias-primas) também estiveram no foco, uma vez que afetam o real perante o dólar tanto pelo balança comercial como por meio da contaminação do movimento no mercado global de moedas. A queda dos preços desses produtos reduz o montante de dólares que entra no País em razão das exportações, que têm as matérias-primas como carro-chefe. Ao mesmo tempo, queda de preço das commodities fortalece o dólar no exterior, o que pode influenciar as cotações nas operações brasileiras. Um dos itens que mais tem correlação com a moeda americana, nesta última situação, é o petróleo, que hoje caiu 0,83%, a US$ 105,73 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York.

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