SÃO PAULO - O dólar fechou em forte alta nesta terça-feira, seguindo o mau-humor dos principais mercados acionários que refletiam as incertezas dos investidores com o pacote de ajuda do governo norte-americano. A moeda norte-americana subiu 2,06%, a R$ 1,829. A divisa voltou a subir após recuar nas duas últimas sessões.

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Na máxima da sessão, o dólar chegou a saltar mais de 3% refletindo a tensão sobre a disputa no Congresso dos EUA sobre o plano de socorro. A moeda americana já acumula uma alta de 12,07% no mês de setembro.

Bovespa

A Bovespa tem mais um dia de oscilações nesta terça-feira. Por volta das 16h45, o Ibovespa registrava queda de 3,49%, aos 49.774 pontos.

O Ibovespa chegou a abrir em alta, mas em poucas horas de pregão passou a operar em queda e aumentou a baixa quando o índice Dow Jones também virou. Depois de operar em alta durante todo o período da manhã, as compras não se sustentaram em Wall Street.

As Bolsas de Nova York abriram em alta, com os investidores observando os depoimentos do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, no Comitê Bancário do Senado.

Mas também lá a baixa no preço das commodities segura os investidores na ponta compradora. 

"O sentimento está terrível neste momento, mas deve proporcionar uma tremenda oportunidade", disse o diretor-executivo do banco de investimento e corretora Merriman Curhan Ford, Jon Merriman.

Também em questão está a decisão do governo de proibir vendas a descoberto de ações de uma lista de mais de 800 instituições financeiras, ampliada ontem para incluir empresas não financeiras que têm operações neste segmento, como as da General Electric (GE). Para muitos fundos de hedge e administradores de recursos, a mudança significou queda nos volumes e trabalho adicional para manter o sistema funcionando.

O Congresso norte-americano e a administração Bush tentam resolver diferenças para que a legislação permita que o plano de socorro ao setor financeiro possa ser aprovado. "Não tem como ter solução em uma semana. Vai levar meses antes das pessoas retomarem confiança de novo no setor financeiro", disse Hans-Juergen Delp, estrategista de ações no Commerzbank, em Frankfurt. "Mas a crise financeira está agora caminhando para uma fase final", acrescentou.

(Com informações da Reuters e Valor Online)

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