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Dólar fecha a R$ 1,772, maior valor desde janeiro

A correção do euro em relação ao dólar hoje não foi suficiente para contagiar as operações no mercado interbancário de câmbio brasileiro, em que a divisa norte-americana voltou a se valorizar em relação ao real. O quadro de aversão ao aumento de risco continuou nesta terça-feira, afetando os principais mercados acionários globais, as commodities e ativos de países emergentes.

Agência Estado |

Houve fuga generalizada de investidores para aplicações consideradas mais seguras.

No câmbio interbancário, o dólar comercial fechou o dia com alta de 2,07%, a R$ 1,772 - o maior valor desde 30 de janeiro de 2008, quando fechou a R$ 1,78. Na máxima, chegou a ser negociado a R$ 1,775, em alta de 2,25%. Na mínima atingiu R$ 1,739 (alta de 0,17%). Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar subiu a R$ 1,772 (alta de 2,10%). De acordo com informações do mercado, o giro interbancário totalizava US$ 3,493 bilhões por volta das 16h30.

"O que se vê é o investidor estrangeiro saindo de bolsa para renda fixa ou para o dólar futuro, o que leva à elevação da moeda frente ao real", disse o gerente da mesa de câmbio da corretora Souza Barros, Vanderlei Arruda.

O mercado acionário brasileiro acompanhou a deterioração das principais praças financeiras globais, que afundaram hoje após a reação positiva ontem ao pacote de ajuda do governo norte-americano às agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Em Wall Street, o índice Dow Jones cedia 2,29% por volta das 17 horas. A queda nos preços de matérias-primas (commodities) piorava ainda mais o cenário para a Bolsa brasileira. Em Nova York, o contrato futuro de petróleo com vencimento em outubro recuou 2,90%, a US$ 103,26 o barril.

Participantes do mercado citaram saídas razoáveis de recursos hoje, principalmente após as 15 horas, o que fez o dólar alcançar as máximas do dia em relação ao real. O operador de um banco em São Paulo notou uma aversão a risco considerável do setor corporativo. "A impressão é de que há um temor em relação a cotação chegar a R$ 1,80", disse.

O Banco Central realizou leilão de compra no mercado à vista de câmbio, com taxa de corte igual a R$ 1,7592. De acordo com operadores, não foi aceita nenhuma proposta entre as sete taxas divulgadas por seis bancos, que variaram de R$ 1,7595 a R$ 1,7620. As outras 11 instituições financeiras que participaram da operação não informaram suas ofertas. A estimativa é de que o BC tenha comprado aproximadamente US$ 54 milhões no leilão de hoje.

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