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Dólar fecha a R$ 1,663 com queda de matérias-primas

A queda do petróleo e de outras matérias-primas (commodities) amparou hoje a valorização do dólar ante várias moedas, inclusive o real. O dólar comercial subiu 0,97% e fechou cotado a R$ 1,663, após oscilar da mínima de R$ 1,6540 à máxima de R$ 1,666.

Agência Estado |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista ganhou 1,04%, para R$ 1,6632. O giro financeiro total à vista subiu 72%, para cerca de US$ 2,322 bilhões.

No exterior, o petróleo caiu 5% em relação ao fechamento de sexta-feira na Bolsa Mercantil de Nova York, com investidores devolvendo o prêmio embutido na expectativa da passagem do furacão Gustav, que, aparentemente, não provocou os estragos previstos nas instalações das companhias de petróleo situadas no Golfo do México. No fechamento do pregão regular, o contrato futuro de petróleo com vencimento em outubro era cotado a US$ 109,71 por barril (ante US$ 115,46 na sexta-feira). Tal comportamento deu ainda mais suporte ao fortalecimento global do dólar, já ajudado pela incorporação cada vez maior do cenário de desaquecimento de outras economias além dos Estados Unidos.

No mercado global de moedas, às 16h47 (de Brasília), o euro caía 0,36% para US$ 1,4517 e o dólar subia 0,39% para 108,76 ienes. A libra cedia 2,26% ante o fechamento de sexta-feira, para US$ 1,7834. Durante o pregão, a divisa inglesa chegou à menor cotação desde abril de 2006, a US$ 1,77805, mesmo depois de o governo britânico ter anunciado medidas para revitalizar o mercado imobiliário. O Reino Unido informou que pretende gastar 1 bilhão de libras numa série de medidas para ajudar quem está comprando imóveis pela primeira vez e também os que estão enfrentando dificuldades para pagar suas hipotecas.

Parecem ter prevalecido nos negócios, contudo, os comentários feitos no fim de semana pelo ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, de que a economia britânica encontra-se em sua pior condição dos últimos 60 anos.

Na Ásia, cinco bancos centrais tiveram de intervir no mercado de câmbio para conter depreciação de suas moedas por conta da turbulência política na Tailândia, onde manifestações de facções contra e pró governo levaram o primeiro-ministro a decretar estado de emergência. O Banco da Tailândia liderou o movimento de intervenção no câmbio, adquirindo o baht na mínima em um ano - a moeda americana foi à máxima em um ano aos 34,49 bahts por dólar. Os bancos centrais da Malásia, Indonésia e Filipinas coletivamente venderam pelo menos US$ 1 bilhão para sustentar suas respectivas moedas. O Banco da Reserva da Índia também entrou no mercado de câmbio e vendeu mais de US$ 1 bilhão.

Segundo um operador, essas notícias na Europa e na Ásia fizeram crescer o temor de que o enfraquecimento da economia global pode ser maior do que o estimado. "Cresce a preocupação de um efeito dominó", disse uma fonte, referindo-se à crise dos EUA, que se alastrou pelo mundo. "Com isso, os investidores fogem cada vez mais dos países emergentes. O investidor continua inseguro para voltar para cá", disse.

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