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Dólar faz IGP-10 subir 0,78%

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,78% em outubro, após cair 0,42% em setembro. A taxa, pressionada pelo avanço da inflação no setor atacadista, foi uma surpresa negativa para o mercado financeiro, que aguardava aumento de até 0,65%.

Agência Estado |

A alta do dólar influenciou a alta, segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Ele não descarta que os Índices Gerais de Preços (IGPs) tenham taxas elevadas no curto prazo.

Segundo Quadros, o IGP-10 deste mês, que abrange o período de 11 de setembro a 10 de outubro, mostrou uma reviravolta nos preços do setor atacadista, que saíram de uma queda de 0,75% no mês passado para um avanço de 0,98% em outubro. Os preços agropecuários no setor não estão mais caindo e voltaram a subir, no mesmo período (de -4,30% para 0,54%).

"A movimentação de preços dos produtos agropecuários também respondeu por 78% do avanço nos preços do atacado", afirmou o economista. Ele comentou ainda que 90% da aceleração de preços agropecuários no atacado foi originada da movimentação de preços de apenas três produtos: soja em grão (de -7,75% para 2,49%); mandioca ou aipim (de -5,71% para 29,46%); e tomate (de -47,37% para 12,76%).

Aipim e tomate estão com oferta menor do que demanda no mercado interno, motivada por um fator "sazonal". "Essa alta no preço da soja, muito pouco se deve ao câmbio, e sim à oferta (menor) do produto no mercado internacional."
Mas os efeitos do dólar alto já podem ser detectados em pelo menos um segmento no atacado. O avanço nos preços dos produtos industriais (0,98%) foi motivado principalmente pelo fim da queda nos preços de materiais para manufatura (de -0,08% para 1,13%) - espécie de "portal de entrada" para efeitos cambiais. "Esse avanço de preços em materiais para manufatura foi influenciado pelo câmbio", afirmou.

Entre os exemplos citados pelo economista estão amônia (de 2,31% para 20,45%); celulose (de 2,63% para 13,20%); elastômeros - borracha sintética ( de 10,38% para 18,51%) e níquel e ligas de níquel (de -7,18% para 10,94%). Mas Quadros fez questão de ressaltar que o impacto do dólar alto na inflação mensurada pelo IGP-10 de outubro, até o momento, "ainda é muito pequeno e marginal".

O analista da consultoria Tendências, Gian Barbosa, discorda de Quadros. Ele classificou como "intensa" a depreciação cambial, e uma das grandes responsáveis pela elevação do índice. "Embora tenha acelerado, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor, componente do IGP-10 e que mensura a inflação do varejo) mantém variação reduzida, o que mostra que os impactos cambiais ainda não atingiram o IPC", disse. De setembro para outubro, a taxa do indicador do varejo passou de queda de 0,03% para alta de 0,10%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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