SÃO PAULO - Depois de uma quinta-feira com grande instabilidade, a moeda norte-americana registrou mais um pregão de valorização. O dólar encerrou o dia cotado a R$ 2,508, uma alta de 1,33%. O patamar é o mais elevado desde abril de 2005.

Segundo analistas, a formação da taxa reflete a expectativa de fluxo negativo de recursos e as posições especulativas contra o real. Além disso, os leilões de dólar do Banco Central não conseguiram, pelo menos até o momento, segurar a elevação da moeda norte-americana. O BC já vendeu US$ 6,7 bilhões no mercado à vista de câmbio, medida que deveria reduzir a valorização da divisa.

Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com grande instabilidade nesta tarde de quinta-feira. No momento, o ganho é de 0,14%. O Ibovespa registra 35.296 pontos, com giro financeiro em R$ 927 milhões.

Para o diretor responsável pela área de análises da Petra Personal Trader, Ricardo Binelli, o mês de dezembro pode ser um pouco mais positivo para a Bovespa, mas o fluxo de notícias negativas ainda garante forte volatilidade.

Segundo o especialista, o expressivo crescimento nos pedidos por hipotecas nos EUA, conforme foi divulgado ontem, trouxe certo alento para o mercado, pois é o primeiro indício de que a série de medidas de política econômica começa a fazer efeito.

Binelli lembra que os bancos centrais atuam de forma coordenada ao redor do mundo e que tivemos uma infinidade de pacotes de estimulo fiscal e impulso ao crédito, mas que, em função da gravidade da crise, o mercado, muitas vezes, questionava a capacidade dessas medidas. "Esses pacotes robustos devem influenciar a economia de forma positiva, mas ainda temos dados que são decorrentes de um passado recente", avalia o especialista.

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