Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar encerra em baixa de 2,67%, cotado a R$ 2,111

O dólar encerrou o dia em queda ante a moeda brasileira, na esteira do bom desempenho do mercado financeiro como um todo. O dólar comercial cedeu 2,67%, para R$ 2,111.

Agência Estado |

Na BM&F, o dólar negociado à vista recuou 2,63%, para R$ 2,11. O giro financeiro total somou cerca de US$ 3,503 bilhões.

O mercado de câmbio doméstico operou "sob efeito Obama", disse o operador Luiz Pizani, da Liquidez Corretora, para justificar o clima de otimismo que contagiou os investidores e aguçou o apetite por risco enquanto observaram as eleições nos EUA. Para grande parte dos analistas, a passagem da eleição americana representa alívio porque elimina uma das atuais fontes de incerteza do mercado e permite que as atenções se voltem à economia. "Qualquer que seja o vencedor, irá virar a página para Wall Street e trazer um sentimento de otimismo", afirmou o estrategista-chefe de investimento do Wells Fargo, James Paulsen, em entrevista à Dow Jones.

A melhora do ambiente de negócios induziu uma migração de investidores do dólar para outras moedas e também para os mercados de ações e de petróleo. Por isso, a moeda norte-americana ampliou durante a tarde a queda ante o euro, entre outras divisas européias, e em relação ao real, enquanto os índices de ações em Wall Street sustentavam-se em terreno positivo e a Bovespa subia mais de 6%, amparada ainda pela união entre Itaú e Unibanco e expectativas de novos lances importantes no setor bancário brasileiro.

Segundo Pizani, da Liquidez, os investidores saíram do dólar em busca de pechinchas nas bolsas, estimulados pela esperança de dias melhores nos mercados após a eleição norte-americana e expectativas de cortes de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra nesta quinta-feira.

Diante da oscilação em terreno negativo do dólar desde a abertura, o Banco Central interveio no mercado apenas uma vez, para realizar um leilão de swap cambial que já estava agendado desde ontem. Nessa operação, o BC vendeu o equivalente a US$ 601,1 milhões.

Após o encerramento dos negócios, o presidente do BC, Henrique Meirelles, anunciou que ainda hoje será divulgada uma circular para regulamentar os empréstimos em moeda estrangeira para o financiamento das operações de exportação. Segundo ele, os dólares destinados aos exportadores serão oferecidos em leilão de taxa com o compromisso de recompra por parte da autoridade monetária. As instituições que vencerem o leilão terão direito aos dólares somente após a entrega de Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e de Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE). Somente após a apresentação desses documentos, os bancos poderão sacar os recursos no BC. Na prática, esses contratos servirão como garantia na operação entre a autoridade monetária e os bancos.

O diretor de política monetária do BC, Mario Torós, informou ainda que o primeiro leilão de moeda com garantia em contratos de ACC e ACE será realizado amanhã.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG