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Dólar encerra em alta de 0,82%, cotado a R$ 2,329

O mercado de câmbio doméstico recebeu com críticas a retomada, a partir de hoje, da exigência de licenças prévias para importações em 17 setores e avalia que o efeito prático da medida é operacional e imediato, embora tenha pouco efeito direto sobre as cotações do dólar. Sendo assim, a alta da moeda americana hoje foi atribuída pelos operadores de câmbio consultados a fluxo financeiro negativo registrado à tarde.

Agência Estado |

Eles citaram ainda ajustes finais de posições compradas, tendo em vista que o Banco Central vendeu em leilão um volume irrisório de moeda, e o início da rolagem de contratos futuros na BM&F, onde predominou a aposta no avanço das cotações.

O dólar comercial fechou em alta de 0,82%, a R$ 2,329. No pico da sessão, subiu até R$ 2,335 (alta de 1,08%). A cotação mínima, registrada pela manhã, foi de R$ 2,306 (queda de 0,17%). Na BM&F, o dólar negociado à vista subiu 0,91% e também encerrou a sessão a R$ 2,329. O giro financeiro total diminuiu 21%, para cerca de US$ 1,439 bilhão.

No único leilão realizado hoje, o BC vendeu cerca de US$ 2 milhões, estimou um profissional de tesouraria de um banco local. A taxa de corte na operação foi de R$ 2,315 - mesma taxa do dólar comercial no momento em que o leilão aconteceu, em alta de 0,22%.

Em reação imediata à exigência de licenças prévias para importações, que torna mais burocrático e demorado o processo de importação, as instituições financeiras estão elevando o cuidado no fechamento de câmbio para importação. Segundo uma fonte de tesouraria de um banco estrangeiro, pelo menos um grande participante do mercado local não fez hoje o pagamento antecipado de operações de importação e encaminhou o cliente para um despachante aduaneiro para verificar se o processo como um todo está dentro das normas legais. "Só depois dessa checagem do despachante aduaneiro e da obtenção da licença prévia pelo importador, a instituição poderá liberar o câmbio ao cliente", afirmou. Além disso, segundo essa fonte, a mesma instituição local passou a não conceder financiamento à importação, a menos que o cliente já tenha em mãos a licença prévia oficial de importação.

Nas importações, segundo os operadores de câmbio, a mercadoria chega primeiro e, depois, o comprador fecha o câmbio com o banco para fazer o pagamento ao vendedor. Por causa da crise econômica global, a demanda de importadores por financiamentos vem caindo dada a retração da demanda interna e externa, além de que o ritmo de importações diminui em janeiro, observou um profissional. De todo modo, haveria algum estoque de mercadorias a ser pago, o que poderia amparar alguma demanda por moeda norte-americana no curto prazo.

Contudo, para os investidores consultados, o impacto real da medida deve ser sentido ao longo do tempo e não se espera um forte aumento de compras de moeda em consequência da adoção dessa restrição. Até porque os bancos estão mais cuidadosos na concessão de crédito à importação.

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