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Dólar encerra com ganho de 3,21%, cotado a R$ 2,25

O mercado de câmbio doméstico operou com o dólar em alta e com fraco volume de negócios nesta quarta-feira, em meio à quedas das bolsas europeias, norte-americanas e brasileira e dos preços das matérias-primas. Apesar da apreciação do dólar, o Banco Central seguiu ausente do mercado cambial pelo segundo dia seguido.

Agência Estado |

A percepção nas mesas de negociação é de que a autoridade monetária tende a voltar a atuar apenas quando houver algum fluxo negativo expressivo.

O dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 2,25, com ganho de 3,21%, logo após bater em R$ 2,252 (alta de 3,30%), maior taxa do dia. A mínima, pela manhã, foi de R$ 2,195 (alta de 0,69%). Com o resultado, a moeda passou a apurar queda de 3,64% no ano. Na BM&F, o dólar negociado à vista encerrou no pico da sessão, a R$ 2,240, em alta de 2,75%, sendo que a mínima foi de R$ 2,2005. O giro financeiro total diminuiu 60% em relação ao anterior, para cerca de US$ 1,798 bilhão.

"O corte de 693 mil vagas de trabalho no setor privado norte-americano em dezembro, acima do esperado, aponta para um payroll (relatório de emprego) muito ruim nos EUA e os investidores se anteciparam vendendo ações a fim de embolsar os ganhos recentes, o que ajuda a pressionar o dólar", disse um operador de uma corretora de câmbio paulista. Nesta sexta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgará o relatório sobre o emprego nos setores privado e público em dezembro.

"Houve recentemente uma janela de redução da aversão ao risco, mas sem consistência, uma vez que os fundamentos macroeconômicos não melhoraram, pelo contrário, vêm saindo números cada vez piores. Por isso, o ensaio de otimismo dos investidores na transição de ano foi passageiro e o mercado retoma a cautela diante da percepção de que as notícias ruins não devem ter fim tão cedo", disse o analista Maurício Oreng, da Itaú Corretora. Como a aversão ao risco parece estar sendo retomada, ainda que em menor intensidade do que no auge da crise financeira internacional, Oreng estima que o dólar deve voltar a oscilar ao redor de R$ 2,30.

A Bovespa, por sua vez, chegou a cair 4,13%, aos 40.563,43 pontos na mínima à tarde e, por volta das 16h31, reduzia a baixa para 3,71%, aos 40.741,90 pontos. Em Nova York às 16h44 (de Brasília), o índice Dow Jones perdia 2,22%; o Nasdaq, 2,50%; e o S&P-500, 2,35%. O petróleo cedia 2,43%, para US$ 47,40 o barril, pressionado pelo aumento dos estoques nos EUA na semana encerrada em 2 de janeiro.

No mercado de moedas, o dólar exibiu leves quedas ante o euro e a libra durante a tarde. Investidores reavaliaram que, mesmo com novos prováveis cortes de juros pelo Banco Central Europeu e pelo Banco da Inglaterra, as taxas de juros na zona do euro continuariam atraentes, o que beneficiou a demanda pelas moedas da região. Às 16h48 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,3668, de US$ 1,3556; a libra avançava a US$ 1,51805, de US$ 1,46296; e o dólar recuava a 92,71 ienes, de 93,09 ienes ontem.

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