Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar dispara e testa R$ 2,0 antes de fechar negociado a R$ 1,966

SÃO PAULO - A derrota do projeto de resgate ao sistema financeiro norte-americano resultou na maior valorização diária da moeda norte-americana desde a maxidesvalorização cambial de janeiro 1999. No final do pregão, a divisa era negociada a R$ 1,964 na compra e R$ 1,966 na venda, com alta de 6,21%.

Valor Online |

Na máxima do dia, a divisa testou R$ 2,0, preço não observado desde agosto do ano passado.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda apresentou ganho de 6,16%, para R$ 1,966. O volume financeiro somou US$ 676 milhões, quatro vezes maior do que o observado ontem.

"Aquilo que todo mundo temia ocorreu. O congresso dos Estados Unidos não aprovou o plano", resume o gerente da mesa de câmbio da Corretora Souza Barros, Vanderlei Arruda.

Em tal plano eram depositadas as expectativas de estabilização da crise financeira, que segue derrubando bancos e restringindo a liquidez no sistema de crédito do mundo todo. A idéia era prover US$ 700 bilhões ao Tesouro dos EUA que sanearia o balanço dos bancos e instituições financeiras comprando ativos ilíquidos.

Segundo o especialista, a estratégia de alguns investidores, agora, é ficar comprado em dólar, seja para mandar para fora do Brasil e cobrir perdas ou apenas se proteger de uma eventual piora da cena internacional. "Se a situação continuar piorando, a projeção para o dólar é de alta", afirma.

Mais uma indicação de que a expectativa é de dólar mais caro foi a baixa aceitação no leilão de swap cambial reverso do Banco Central, a autoridade monetária vendeu apenas 25,94% do lote de 42,4 mil contratos colocados à disposição do mercado.

O swap é um acordo para troca de rentabilidade dos ativos financeiros. Com o swap cambial reverso, a autoridade monetária dá às instituições financeiras a variação da taxa de juros (Selic) e recebe, em contrapartida, a variação do dólar. Ficando ativo no swap cambial, o BC assume para si o risco de variação do dólar e paga ao mercado a oscilação da Selic.

De acordo com o Arruda, o governo dos Estados Unidos não encerra sua participação por aqui, apesar da tentativa frustrada hoje, Tesouro, Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano e outros órgãos vão ter que bolar algum plano emergencial para evitar uma falência generalizada de bancos e empresas nos EUA.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG