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Dólar dispara com corrida de empresas

As incertezas a respeito da economia global e sobre a solvência do sistema financeiro dos Estados Unidos e da Europa mantiveram os investidores distantes de ativos arriscados e derrubaram de novo as bolsas de valores ontem. No Brasil, o dólar disparou 5,09% e atingiu R$ 2,312.

Agência Estado |

Do início de agosto até ontem, a moeda americana já se valorizou 48% ante a brasileira. A cotação é a maior desde maio de 2006.

Segundo analistas, a principal razão para a alta do dólar nos últimos dias é a corrida de empresas para comprar a moeda americana e, assim, neutralizar posições vendidas no mercado futuro. Essas operações estariam produzindo grandes perdas. A Sadia, por exemplo, anunciou recentemente um prejuízo de R$ 760 milhões e a Aracruz, uma perda potencial de R$ 1,95 bilhão.

A nova disparada do dólar levou o Banco Central (BC) a realizar duas intervenções ontem. A autoridade monetária ofereceu a moeda americana e contratos financeiros que somam US$ 3,280 bilhões. Desses, US$ 2,059 bilhões foram vendidos.

A atuação deu-se em duas frentes. Na primeira, a autoridade monetária ofereceu US$ 1 bilhão em dinheiro em leilão. Nessa operação, os compradores têm a obrigação de revender os dólares ao BC. A outra atuação ocorreu com a venda de contratos de swap cambial, operação em reais cujo efeito pode ser comparado à venda de dólares. A oferta foi de até US$ 2,280 bilhões, mas foram vendidos US$ 1,359 bilhão.

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) perdeu ontem 4,66%. O Índice Dow Jones caiu 5,11% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 5,85%. Segundo um operador de câmbio, o real se desvalorizou 17,59% nos últimos cinco dias úteis, o que o coloca "disparado" como moeda de pior desempenho entre as principais do mundo, sendo seguido num distante segundo lugar pelo peso mexicano, que perdeu 10% do seu valor no mesmo período. Ele também observou que, em 2008, a diferença entre a cotação máxima e mínima do real é de 48%, o dobro da média dos emergentes, que é de 24,5%.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, indicou que a instituição pode reduzir a taxa de juros, atualmente em 2% ao ano. Segundo ele, "a perspectiva para o crescimento econômico piorou e o risco de baixa no crescimento cresceu". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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