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Dólar devolve alta no ajuste final e fecha quase estável, a R$ 2,360

SÃO PAULO - A sexta-feira foi marcada pela forte volatilidade no mercado de câmbio. O dólar chegou a oscilar mais de 5% entre mínima e máxima antes de fechar com leve alta de 0,04%, a R$ 2,358 na compra e R$ 2,360 na venda.

Valor Online |

Cabe destacar que a divisa devolveu uma alta de mais de 1% nos ajustes finais do pregão. Com isso, a moeda fecha a semana acumulando perda de 0,25%. Mas no ano, o dólar sobe 32,8%
Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa também ganhou 0,04%, fechando a R$ 2,360. O giro financeiro somou US$ 233,5 milhões, montante mais de suas vezes maior que o registrado ontem. Já no interbancário o giro permaneceu alto, cerca de US$ 3,25 bilhões.

O começo do pregão foi bastante instável, com o dólar disparando mais de 4,7%. No momento, os agentes atribuíram a disparada ao movimento externo de alta do dólar, notícia de fluxo negativo e até reação às determinações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que ontem editou normas contábeis que obrigam as empresas a detalhar sua exposição a instrumentos financeiros (derivativos ou não). A nova determinação, que obriga as empresas a apresentar um teste de sensibilidade sobre essas operações, teria levado algumas empresas a zerar suas posições.

Para o gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, parte da puxada de alta na tarde de ontem no mercado futuro e da valorização observada na manhã de hoje pode ser atribuída à determinação da CVM. No entanto, o especialista não acredita que as empresas tenham, de fato, ido ao mercado, mas apenas a expectativa de que poderiam ter compradores atuando já é suficiente para puxar o preço da taxa.

O raciocínio é simples, o agente compra na frente para vender a esse suposto comprador e embolsar o spread. Ainda de acordo com o especialista, a movimentação de ontem pode ter disparado, também, uma zeragem de posições na abertura de hoje.

Segundo Knauer, não faz sentido pensar que toda oscilação do dia tenha base em fluxos fortes tanto de entrada quanto de saída ou em análises de fundamento. "Tem muita especulação no mercado de câmbio."
O gerente aponta que o mercado à vista segue determinado pelo o que acontece no mercado futuro, por oferecer maior liquidez. As operações são feitas lá e depois revertidas para o dólar à vista.

Ainda hoje, o Banco Central fez o sexto leilão para rolar os swaps que vencem em janeiro e, pelo segundo dia seguido, a autoridade monetária rolou uma baixa quantidade de contratos. Foram apenas 6 mil do lote de 22 mil. Segundo o especialista, o BC não deve estar aceitando o preço que o mercado pede para rolar as posições.

Os seis leilões com esse mesmo objetivo já movimentaram cerca de US$ 8,85 bilhões e 216.480 contratos. Estimativas apontam que os contratos vincendos em janeiro somam cerca de US$ 9,5 bilhões. Ainda hoje o BC sonda o mercado para fazer novo leilão de rolagem na segunda-feira.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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