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Dólar descola da instabilidade externa e cai 0,89%, para R$ 2,331

SÃO PAULO - A formação da taxa de câmbio passou por cima da instabilidade externa e da perda de valor das commodities nesta quinta-feira. Ao final do pregão, o dólar comercial apontava queda de 0,89%, valendo R$ 2,329 na compra e R$ 2,331 na venda.

Valor Online |

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve desvalorização de 0,91%, fechando a R$ 2,33. O giro financeiro somou US$ 96 milhões, um pouco maior que o observado ontem, mas ainda baixo.

De acordo com o diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, o quadro que se desenha para o dólar é de baixa, conforme o governo começa a se movimentar para não deixar a crise bater tão forte no mercado braseiro. E tal sinalização tira um pouco da especulação sobre a "catástrofe" que existe no mercado futuro.

O especialista lembra que os investidores estrangeiros ainda têm uma posição comprada (aposta contra o real) de mais de US$ 12 bilhões na BM & F e quando esse montante começar a recuar a taxa à vista também vem para baixo. "Mas isso só deve acontecer de forma mais clara no final do primeiro trimestre", diz Nehme, lembrando que os bancos já estão reduzindo suas apostas contra o real.

Por ora, afirma o especialista, a volatilidade seguirá elevada, pois continua a briga no mercado futuro.

Nehme se diz otimista com a economia e acredita que a coisa não vai ser tão feia para o Brasil, ainda mais agora que o Comitê de Política Monetária (Copom) "acordou" e acena com redução acentuada de juros. "Não dá para ser só pessimista. O quadro vai mudar, mas não é algo tão traumático como se a crise estivesse aqui. Vamos crescer menos, mas não teremos recessão como lá fora."
O diretor acredita que caso a economia brasileira dê bons sinais ao final do primeiro trimestre, o dólar vai para baixo e o investimento externo volta a procurar rendimento no Brasil, seja via renda fixa ou via Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Quanto às contas externas, Nehme aponta que os volumes de entrada e saída serão menores, mas não necessariamente os saldos, pois embora a previsão seja exportações em queda, as compras também devem diminuir. O mesmo vale para a conta financeira, com menores entradas, mas remessas também reduzidas.

Contribuindo para manter a moeda em baixa, o Banco Central vendeu moeda no mercado à vista, a R$ 2,3346. Dando seqüência à rolagem dos swaps que vencem em fevereiro, o BC rolou 94% do lote de 30 mil contratos, movimentando US$ 1,67 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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