Os preços internacionais das commodities agrícolas cederam ontem. O desempenho do mercado foi afetado pela forte alta do dólar em relação a outras moedas importantes, como o euro.

Os preços internacionais das commodities agrícolas cederam ontem. O desempenho do mercado foi afetado pela forte alta do dólar em relação a outras moedas importantes, como o euro. Além de reduzir o apetite dos investidores por ativos de risco, a valorização da moeda americana corrói o poder de compra dos agentes que usam outras divisas, o que tende a empurrar para baixo o valor nominal das commodities. Dos produtos agrícolas com maior liquidez nas bolsas, apenas café (+2,37%) e óleo de soja (+0,21%) registraram ganhos. Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja para entrega em julho fecharam com desvalorização de 1,25%, cotados a US$ 9,8650 por bushel - menor nível em duas semanas. O milho, que vinha de três altas consecutivas, caiu 1% e fechou a US$ 3,7150 por bushel no contrato para julho. Além do câmbio desfavorável, pesou sobre os mercados de grãos a percepção de que as condições para o plantio da nova safra nos EUA são as melhores dos últimos anos. Segundo dados divulgados ontem, os produtores norte-americanos já cultivaram 68% do milho e 15% da soja previstos para a temporada 2010/11, ante apenas 32% e 5%, respectivamente, em igual período do ano passado. Em Nova York, o açúcar para entrega em julho fechou em queda de 1,12%, cotado a 14,98 centavos de dólar por libra-peso. Já o algodão cedeu 1,07%, para 83,23 centavos de dólar por libra-peso.

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