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Dólar comercial sobe 3,79% e encerra o dia a R$ 2,38

O dólar fechou em alta pela quarta sessão consecutiva, em dia de queda nas bolsas de valores norte-americanas e na Bovespa. Mesmo a venda de cerca de US$ 2,295 bilhões pelo Banco Central em quatro leilões - um de swap cambial, um de empréstimo a exportadores e dois de venda direta - não conteve a escalada do dólar no mercado doméstico.

Agência Estado |

O dólar comercial encerrou em alta de 3,79%, a R$ 2,38. Na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 4,13% e fechou a R$ 2,3825. A máxima foi de R$ 2,40 nos dois ambientes de negócios.

Segundo um analista, os mercados foram pressionados pela notícia de que o secretário americano do Tesouro, Henry Paulson, abandonou oficialmente seu plano original de comprar ativos podres de instituições financeiras. Segundo ele, o governo dos EUA continuará investindo nessas empresas, mas agora se concentrará nos consumidores em dificuldades do país. A previsão da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de uma retração nas economias dos EUA, do Japão e da zona do euro no último trimestre de 2008 e nos primeiros trimestres de 2009 também acabou pesando negativamente e elevou a aversão ao risco que prejudicou as moedas com rendimentos mais altos.

Além do ajuste técnico da cotação à valorização do dólar nos mercados internacionais de moedas, houve fluxo cambial negativo ao País (ou seja, as saídas superaram as entradas de recursos) que garantiu a valorização do dólar no mercado doméstico e contribuiu para o aumento do volume de negócios. Segundo um operador, houve demanda de investidores que tinham remessas de recursos agendadas para honrar compromissos no exterior, como pagamentos de dividendos ou cobertura de eventuais perdas no mercado internacional. Com isso, o giro financeiro total à vista triplicou para cerca de US$ 4,2 bilhões.

Para atender a essa demanda, que ajudou a empurrar o dólar à vista à máxima de R$ 2,40 perto das 16 horas, o Banco Central fez dois leilões de venda direta de moeda à tarde, em que teria negociado um total de cerca de US$ 500 milhões. Mais cedo, a autoridade monetária já havia feito outros dois leilões, em que vendeu no total cerca de US$ 1,795 bilhão, sendo US$ 1,302 bilhão em operação de empréstimo de dólares para o financiamento do comércio exterior (de uma oferta de até US$ 2 bilhões) e cerca de US$ 493,1 milhões em contratos de swap cambial com vencimento em 2 de fevereiro de 2009.

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