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Dólar comercial sobe 2% no dia e fecha a R$ 2,326

O dólar comercial fechou a terça-feira em alta de 2,02%, negociado a R$ 2,326 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em contratos de liquidação à vista, a moeda americana subiu 2,17% para R$ 2,328, encerrando a sessão na cotação máxima registrada no dia.

Agência Estado |

Com a forte alta de hoje, o dólar comercial passou a acumular valorização de 0,48% no mês de fevereiro. No ano, porém, a moeda ainda acumula perda de 0,39%.

Receios em relação à exposição dos bancos da Europa Ocidental em países do Leste europeu reavivaram hoje a aversão ao risco nos mercados e o interesse pela compra de dólares no mundo todo. O ouro e os títulos do Tesouro norte-americano, cujos preços subiram, também serviram de refúgio para alguns investidores.

A valorização da moeda norte-americana foi generalizada e, no mercado brasileiro, suficiente para apagar a queda que vinha sendo registrada pela divisa em relação ao real este mês. O ajuste das cotações só não foi maior, segundo operadores consultados, porque os exportadores se destacaram na venda de moeda. Ainda assim, prevaleceu a pressão derivada da presença de investidores estrangeiros, que saíram da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), na ponta de compra de contratos futuros de dólar, observou um profissional de tesouraria de uma instituição estrangeira. "Esses investidores travaram posição vendida na bolsa com abertura de posição comprada em dólar futuro, para garantir preço e fazer a remessas dos recursos em três dias, quando será liquidada a venda das ações", explicou a fonte.

Desde cedo, as preocupações com o setor financeiro causam mal-estar entre os investidores. O estopim foi um relatório da agência de classificação de risco de crédito Moody's Investors Services em que demonstra receios em relação ao apoio dos bancos da Europa Ocidental aos bancos do Leste europeu. "Os países do Leste europeu agora entraram em um declínio econômico longo e acentuado, expondo os bancos da Europa Ocidental aos do Leste europeu", afirmou a agência.

A queda dos preços das commodities metálicas e do petróleo, por causa dos temores relacionados à redução da demanda global por matérias-primas diante da recessão nos países desenvolvidos e da forte desaceleração econômica dos emergentes, também serviu de estímulo às vendas de ações nas bolsas e às compras de dólares.

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