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Dólar comercial recua 3,33% e encerra a R$ 2,18

Enquanto no exterior o dólar seguiu hoje recuperando perdas de dezembro ante o euro e o iene, no Brasil a moeda norte-americana inicia 2009 devolvendo parte dos recentes ganhos apurados em relação ao real. O dólar comercial operou em terreno negativo hoje, pela terceira sessão consecutiva, amparado nas apostas no mercado futuro de dólar na BM&F, principalmente por investidores estrangeiros, e em um fluxo financeiro positivo, disse o gerente de câmbio Mario Batisttel, da Fair Corretora.

Agência Estado |

Diante desse comportamento da moeda, o Banco Central não atuou hoje.

A emissão de bônus de 10 anos pelo Brasil hoje - a primeira desde maio do ano passado e com meta de captação de US$ 1 bilhão, segundo fontes - contribuiu ainda para reforçar o sentimento favorável do mercado sobre os fundamentos da economia brasileira e a disposição à venda de dólares.

No fechamento, o dólar comercial foi cotado a R$ 2,18, em queda de 3,33%. Na BM&F, o dólar negociado à vista caiu 3,30% e também terminou a R$ 2,18. Nas três sessões deste mês de janeiro, o dólar comercial apura perda de 6,64%. O giro financeiro total aumentou 221% em relação ao anterior, para cerca de US$ 4,509 bilhões.

Operadores de tesouraria de um banco nacional e de uma instituição estrangeira consultados observaram que houve novos ingressos de recursos estrangeiros no mercado, o que também favoreceu parte do declínio das cotações à vista da moeda. "Alguns investidores locais já se anteciparam na véspera a esse fluxo financeiro positivo e hoje houve novos ingressos efetivos de estrangeiros, que estariam vendendo a moeda mirando as aplicações em títulos públicos do Tesouro e no mercado de ações, entre outras", avaliou uma dessas fontes.

Segundo Batisttel, da Fair Corretora, investidores locais e estrangeiros estão passando da posição comprada para vendida em dólar futuro, dentro de um movimento de realocação de portfólio em meio à perspectiva de continuidade de rentabilidades atraentes em aplicações em reais, mesmo se for confirmado um eventual corte de juros pelo Banco Central no próximo dia 21. "O BCE (Banco Central Europeu) e o Banco da Inglaterra podem voltar a reduzir suas taxas básicas de juros, que estão em 2,50% e 2%, respectivamente, por causa das fortes quedas da inflação e da atividade econômica na região, o que ajuda a enfraquecer o euro. O Copom brasileiro também tende a reduzir a taxa Selic, que está em 13,75%, mas isso não vai tirar o apelo de ganhos em aplicações em reais. Isso explica em parte a volta dos estrangeiros para cá", avaliou.

No mercado de dólar futuro da BM&F, os seis vencimentos negociados até as 16h20 projetaram cotações mais baixas, com um volume financeiro um pouco melhor que o anterior, de cerca de US$ 11,09 bilhões. Apenas o contrato de dólar para fevereiro concentrou um giro de US$ 10,8 bilhões desse total, e apontou recuo de 2,77%, para R$ 2,211.

No mercado internacional de moedas, o dólar vem sustentando ganhos acentuados frente ao euro e ao iene em Nova York, em meio ao otimismo de que o bilionário plano de Barack Obama de estímulo à economia deve ajudar a tirar os EUA da recessão. Além disso, pesaram contra o euro hoje a desaceleração mais forte do que a esperada da inflação ao consumidor na zona do euro em dezembro e a queda do índice de gerentes de compras (PMI) sobre a atividade no setor de serviços da zona do euro, para o nível recorde de baixa de 42,1 em dezembro. Esses indicadores aumentam a probabilidade de que o conselho de política monetária do BCE aja na próxima reunião, marcada para o dia 15. A reunião de política monetária do Banco da Inglaterra será nesta quinta-feira, dia 8.

A taxa anual do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro desacelerou para 1,6% em dezembro, de 2,1% de novembro. Em Nova York às 16h50, o euro cedia a US$ 1,3471, de 1,3556 ontem, e apurava queda de 3,69% este mês; e o dólar subia a 93,88 ienes, de 93,09 ienes na véspera, com ganho de 3,48% no mês.

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