O dólar caiu hoje e completou uma semana com taxa abaixo de R$ 1,60 no mercado interbancário de câmbio, aproximando-se da taxa de R$ 1,5735 de 20 de janeiro de 1999. Nesta sexta-feira, o fluxo cambial favorável levou o dólar comercial para a mínima do dia de R$ 1,589 no fechamento, queda de 0,63%.

No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos de liquidação à vista também fechou na mínima de R$ 1,589, recuo de 0,66%. O volume de negócios foi de aproximadamente US$ 3,5 bilhões.

"Prevendo a oferta de ações da Vale, que somou US$ 12,17 bilhões sem o lote complementar, algumas instituições se anteciparam ofertando moeda no mercado à vista, já houve ingressos parciais relacionados à operação, inclusive uma parte hoje, e há ainda expectativas sobre novas entradas financeiras, especialmente na segunda-feira já que a liquidação financeira será na terça-feira", observou um operador. Analistas de câmbio afirmaram ainda que o comportamento da moeda na semana resultou de ingressos financeiros absorvidos em grande parte pelos bancos, além de um parcela pequena nos leilões de compra do Banco Central.

Até o dia 11, segundo o Banco Central, o fluxo cambial parcial do mês estava negativo em US$ 828 milhões. O mercado estima que o BC pode ter comprado nos leilões diários até o dia 11 cerca de US$ 1,050 bilhão. Isso significa, segundo um operador, que foram principalmente os bancos que abasteceram o mercado com ofertas de moeda nas duas primeiras semanas deste mês, uma vez as instituições reduziram em cerca de 25% as suas posições compradas em câmbio à vista, para US$ 5,45 bilhões no dia 11, em relação à posição comprada no fim de junho, de cerca de US$ 7,336 bilhões.

O ambiente externo volátil e a tendência de desvalorização da moeda norte-americana também têm forte influência sobre o comportamento do dólar à vista, mas ontem e hoje o mercado cambial praticamente descolou-se do exterior.

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