Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar comercial fecha em queda de 1,30%, a R$ 2,271

Em meio ao menor volume financeiro para liquidação em dois dias (D+2) já registrado este ano, o dólar terminou o dia em queda. Após subir 5,55% nas duas sessões anteriores, o dólar comercial caiu 1,30%, para R$ 2,271.

Agência Estado |

Na semana, cedeu 2,70%. Na BM&F, o dólar negociado à vista recuou 0,39% hoje e 2,59% na semana, para R$ 2,272. O giro financeiro total diminuiu 68%, para cerca de US$ 554 milhões, sendo US$ 525 milhões em D+2. Para ter ideia, os volumes anteriores em D+2 apontados foram de US$ 2,8 bilhões no dia 2, US$ 1,3 bilhão no dia 5, US$ 4,1 bilhões no dia 6, US$ 1,7 bilhão no dia 7 e também ontem.

O desinteresse pelas operações cambiais justificou-se, segundo um operador de tesouraria de um banco nacional, em parte pela ausência no mercado de alguns investidores que atuam com comércio exterior e que ainda não normalizaram suas atividades por causa de período de férias coletivas em algumas empresas e do replanejamento para 2009 dada a menor demanda externa devido à crise financeira internacional. De outro lado, o mercado conta com uma agenda pesada de indicadores e eventos internacionais na próxima semana. Além disso, segue em compasso de espera pela posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, no próximo dia 20, e pelo megapacote de estímulo econômico que está sendo preparado por sua equipe, mas que ainda não tem data confirmada para divulgação.

Como já esperavam dados ruins sobre o mercado de trabalho norte-americano em dezembro, o que foi confirmado hoje, os participantes do mercado de câmbio monitoraram as informações divulgadas, mas o impacto de alta nas cotações do dólar foi limitado pela fraca demanda. As cotações da moeda registraram as mínimas do dia no começo da sessão, quando o mercado aguardava os dados do relatório de trabalho dos EUA. Após a divulgação do corte de 524 mil vagas de emprego em dezembro, que elevou para 2,6 milhões o número de vagas fechadas no país em 2008 - a maior desde 1945 - e da taxa de desemprego de 7,2% no mês passado, a mais alta desde janeiro de 1993, houve um fraco movimento de ajustes de posições cambiais, que impulsionou as cotações do dólar comercial às máximas do dia, de R$ 2,302 (+0,04%).

Contudo, essa correção não se sustentou e o dólar retomou a queda em meio ao giro pequeno, apesar da persistente oscilação das bolsas em terreno negativo. A expectativa nas mesas de negociação das instituições consultadas é de que o volume de negócios deve continuar fraco pelo menos até a posse de Obama. "Pontualmente, quando houver algum fluxo cambial significativo, o volume financeiro até poderá melhorar um pouco, mas a perspectiva é de fraca liquidez nas próximas sessões", disse um operador.

Para as cotações, a margem de oscilação também deve ser estreita. Uma fonte de um banco estrangeiro aposta que o dólar poderá oscilar no intervalo de R$ 2,20 a R$ 2,30 na próxima semana e não espera reação brusca da divisa a um eventual corte da Selic de 0,75 ponto porcentual no próximo dia 21. "Mesmo com uma redução do juro desse tamanho, a taxa básica brasileira seguiria muito elevada, em 13% ao ano, e não tende a motivar saída de investidores do País, pelo contrário", comentou.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG