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Dólar comercial fecha em baixa de 3,57% a R$ 2,244

O mercado doméstico de câmbio praticamente descolou-se hoje da volatilidade das bolsas e do dólar no mercado internacional, graças aos leilões do Banco Central realizados nesta segunda-feira. Desta vez, a autoridade monetária fez apenas dois leilões na sessão, mas vendeu um volume de moeda expressivo, equivalente a cerca de US$ 2 bilhões, através de swap cambial e de venda com recompra futura.

Agência Estado |

Como as Bolsas americanas ensaiaram uma melhora à tarde, mas logo voltaram a cair; o petróleo testou momentaneamente o terreno positivo e o dólar reduziu os ganhos em relação ao euro no mercado internacional de moedas houve espaço para o recuo mais acentuado da moeda americana em relação à brasileira por causa da liquidez assegurada pelo BC.

Com isso, o dólar comercial fechou em baixa de 3,57%, cotado a R$ 2,244 no mercado interbancário de câmbio e na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O giro financeiro movimentado foi de aproximadamente US$ 3,5 bilhões.

De acordo com o economista do Banco Real, Cristiano Souza, além dos leilões do BC, a queda do dólar ante o real é resultado também das atuações da autoridade monetária no mercado de crédito, por meio de medidas de alívio no recolhimento do empréstimo compulsório pelos bancos. Hoje, uma nova medida foi anunciada pelo governo e prevê a redução do compulsório dos depósitos à vista para instituições financeiras que anteciparem depósitos mensais ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

De acordo com o BC, com a decisão de hoje podem deixar de ser recolhidos R$ 6 bilhões em compulsório. Os anúncios da autoridade monetária agregam mais recursos aos R$ 160 bilhões que o BC liberou de recolhimentos compulsórios, especialmente os relativos a depósitos a prazo, para atacar os problemas de forte concentração de liquidez entre os bancos. O objetivo principal é estimular os bancos grandes a comprarem carteiras de créditos de instituições menores em dificuldades.

O professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, avaliou como positiva essa nova medida do BC. "É mais uma ação que visa romper a redução de crédito (no sistema interbancário) registrada a partir da piora da crise." Para o acadêmico, a medida visa restaurar a liquidez do sistema financeiro e o BC pode ter como foco secundário gerar algum reforço ao FGC, que cobre até R$ 60 mil para cada cliente de instituição financeira associada ao FGC.

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