O dólar à vista foi negociado em baixa durante todo o dia hoje, mas o recuo das cotações perdeu força à tarde, ao mesmo tempo em que as bolsas de valores em São Paulo e em Nova York passaram a registrar oscilação. A Bolsa de Nova York acabou fechando em baixa, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo, que chegou a cair 1,50%, conseguiu encerrar a sessão de hoje com alta de 1,81%.

No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 1,78%, cotado a R$ 2,102. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos de liquidação à vista fechou em baixa de 2,29% a R$ 2,092. Segundo operadores, a oscilação do dólar refletiu saída de recursos pelo segmento financeiro, de investidores estrangeiros que realizaram lucros na Bolsa brasileira e fizeram remessas ao exterior para cobrir posições ou eventuais perdas.

O Banco Central fez dois leilões nesta terça-feira: um de contratos de swap cambial tradicional em que assumiu posição vendida de US$ 1,235 bilhão; e outro leilão de venda direta de moeda, sem compromisso de recompra, com negociação de cerca de US$ 110 milhões, à taxa de R$ 2,09 por dólar, segundo informações do mercado. As atuações da autoridade monetária tiveram efeito de queda limitado, diante da pressão negativa vinda das Bolsas norte-americanas.

No melhor momento do dia, pela manhã, o índice Bovespa subiu mais de 7%, enquanto o dólar caiu até 4,67%, para taxa mínima de R$ 2,04. Próximo do fechamento, porém, o dólar chegou a ser negociado a R$ 2,111 (taxa máxima registrada hoje).

Amanhã, vários indicadores importantes serão divulgados nos EUA, com destaque para o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de setembro, que mede a inflação no atacado, as vendas no varejo em setembro e o índice de atividade regional Empire State, do Federal Reserve Bank de Nova York, referente a outubro. Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, falará sobre "a perspectiva da economia e os mercados financeiros" às 13 horas. Já às 15 horas, o Fed divulgará o Livro Bege, sumário sobre as condições da economia que servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, nos dias 28 e 29.

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