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Dólar comercial fecha em alta de 2,27%, a R$ 2,301

O dólar subiu com força pelo segundo dia seguido, em meio a um fraco volume de negócios. A maior pressão sobre as cotações da moeda ocorreu no fim da sessão e refletiu ajustes de posições de investidores que teriam intermediado saídas de recursos do mercado hoje, segundo informaram fontes consultadas pela Agência Estado .

Agência Estado |

O volume desse fluxo financeiro negativo não foi identificado. Contudo, como a liquidez foi reduzida, essas operações finais tiveram impacto potencializado sobre os preços à vista.

O dólar comercial ultrapassou os R$ 2,30 e fechou cotado a R$ 2,301, em alta de 2,27%, logo após atingir máxima de R$ 2,302 (+2,31%). Nestas duas sessões de ganhos, apurou valorização de 5,55%. No mês e ano, até o momento, a moeda americana acumula queda de 1,46%. Na BM&F, o dólar negociado à vista subiu 1,79%, para R$ 2,280. O giro financeiro total manteve-se fraco, em cerca de US$ 1,731 bilhão.

O mercado está em compasso de espera pelo pacote de estímulo econômico do presidente eleito dos EUA Barack Obama, disse o operador de câmbio Ovídio Pinho Soares, da Corretora Finabank. O ritmo de operações cambiais diminuiu expressivamente ontem e hoje e os players monitoraram no início da tarde o discurso de Obama sobre as propostas de seu plano. "A correção final parece ter sido resultado da movimentação de operadores que podem ter sido os titulares de alguma saída financeira", afirmou.

"Se o pacote for anunciado no próximo dia 20 ou pouco depois disso e vier acima de US$ 1 trilhão, com amplo corte de impostos, investimentos e abertura das contas do governo na internet, como se comenta, o mercado poderá se reerguer gradualmente e trabalhar para sair da recessão a caminho da desaceleração. No entanto, se o plano não atender às expectativas, a frustração no mercado poderá ser grande. Daí, justifica-se a postura de certa cautela dos investidores, apesar do aparente otimismo gerado por Obama", explicou Pinho Soares.

Obama anunciou em seu discurso que os EUA dobrarão a produção de fontes renováveis de energia nos próximos três anos e alertou que sem ações dramáticas a recessão norte-americana pode persistir por anos. Ele pediu aos congressistas uma aprovação rápida do pacote, sem mencionar quanto será gasto com as medidas. Segundo informações da agência Dow Jones, o presidente eleito dos EUA afirmou que, entre as medidas de seu pacote econômico, estará um corte de impostos de US$ 1 mil para 95% das famílias de trabalhadores norte-americanos.

Nos mercados internacionais de moedas, às 17h04 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,3694, de US$ 1,3633 ontem; a libra avançava a US$ 1,5165, de US$ 1,50785 na véspera; e o dólar recuava a 91,25 ienes, ante 92,53 ienes ontem.

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