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Dólar comercial fecha em alta de 2,06% a R$ 1,83

Após ter caído ontem e na sexta-feira passada, o dólar comercial retomou hoje a trajetória de alta em relação ao real, alinhado ao movimento global de moedas e também aos preços de matérias-primas (commodities). No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 1,83, alta de 2,06%.

Agência Estado |

Durante as negociações, oscilou entre a mínima de R$ 1,804 e a máxima de R$ 1,85. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado nos contratos de liquidação à vista terminou o dia em alta de 2,38%, cotado a R$ 1,8352. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios no câmbio somava US$ 1,9 bilhão por volta das 17 horas. O Banco Central não interveio no mercado hoje.

Os desdobramentos relacionados à apresentação do plano de socorro de US$ 700 bilhões no Congresso dos Estados Unidos, pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), seguiram no foco dos investidores. Paulson e Bernanke foram hoje ao Comitê Bancário do Senado americano explicar o pacote, na tentativa de convencer os parlamentares para que aprovem as medidas. Entre os argumentos, Bernanke afirmou: "uma ação do Congresso é urgentemente necessária para estabilizar os mercados e evitar que, de outra maneira, haja sérias conseqüências para nossos mercados financeiros e para nossa economia."

Desde ontem, a possibilidade de entraves na aprovação do plano já estava presente nas mesas de operações. O senador democrata Christopher Dodd, líder do Comitê Bancário do Senado dos EUA, apresentou proposta ao pacote que daria ao governo participação acionária nos bancos incluídos no resgate, além de prever limites à compensação dos executivos de bancos beneficiados e maior supervisão do Tesouro sobre o plano. "Há mais pessoas percebendo a dificuldade de se chegar a um consenso sobre o pacote", observou o profissional de uma corretora no Rio de Janeiro.

No mercado global de moedas, o euro cedia a US$ 1,4689 por volta das 17h10, de US$ 1,4807 no final do dia ontem. No mercado interbancário doméstico, o euro foi negociado hoje a R$ 2,691, alta de 1,09%.

No ambiente local, o Banco Central divulgou pela manhã os números das contas externas do País, que refletiram o impacto da crise financeira externa sobre o fluxo cambial. Em setembro, até o dia 19, houve ingresso líquido de US$ 3,459 bilhões, segundo informou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. O montante é resultado de ingressos líquidos de US$ 5,414 bilhões na conta comercial e participação negativa de US$ 1,955 bilhão no segmento financeiro. Até o dia 12 de setembro, o fluxo acumulado no mês era de US$ 4,329 bilhões, o que resulta em uma "saída líquida" de US$ 870 milhões. Ao se olhar apenas a conta financeira, esse montante mostra o estresse que se abateu sobre os mercados, uma vez que até o dia 12, o fluxo financeiro registrava saldo positivo US$ 725 milhões.

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