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Dólar comercial fecha em alta de 1,76% a R$ 1,853

A combinação do clima de incerteza sobre o plano de socorro aos bancos nos Estados Unidos e notícias sobre prejuízos de empresas brasileiras (Sadia e Aracruz) em aplicações cambiais levou à alta do dólar comercial no mercado interbancário de câmbio, que fechou hoje a R$ 1,853, valorização de 1,76%. A alta acumulada no mês é de 13,47%.

Agência Estado |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado nos contratos de liquidação à vista encerrou a sessão cotado a R$ 1,852, alta de 1,76%. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios somava US$ 2,4 bilhões por volta das 16h40.

A "certeza" sobre a aprovação do pacote do governo norte-americano para ajudar o setor bancário dos EUA dissipou-se nesta sexta-feira no mercado financeiro global. No início da tarde, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, informou que as negociações para o pacote de resgate do setor financeiro caminham na direção certa e podem ser concluídas até segunda-feira. "Vamos continuar trabalhando nisso e não temos nenhuma razão para acreditar que não conseguiremos concluir isso até segunda-feira", disse.

Além da frustração com o desenrolar das discussões sobre o pacote, outras notícias negativas também marcaram a sessão. Entre elas, vale destacar que o Washington Mutual sucumbiu ontem, na maior falência bancária da história dos EUA, depois de não resistir à crise das hipotecas subprime (de alto risco de inadimplência). A instituição foi assumida ontem pelas autoridades reguladoras federais e rapidamente adquirida pelo JPMorgan, por US$ 1,9 bilhão.

Mas a alta do dólar hoje ante o real reflete também um fator doméstico: prejuízos de algumas empresas relacionados a aplicações em contratos derivativos cambiais. A Sadia informou que teve perdas de R$ 760 milhões ao tentar liquidar antecipadamente operações financeiras no mercado de câmbio. A Aracruz Celulose, por sua vez, informou que a exposição da empresa a derivativos foi "fortemente influenciada" pela recente valorização das cotações do dólar. A companhia não informou o valor de mercado das perdas, mas comunicou que ela pode ter excedido os limites previstos na política financeira da empresa.

De acordo com o vice-presidente da tesouraria do banco WestLB no Brasil, Alexandre Ferreira, isso já estava no radar do mercado, mas o fato de vir à tona no mesmo dia faz com que muitas outras empresas passem um "pente fino" em todas as suas posições e nas tesourarias. "E a chance de que as empresas que estiverem alavancadas queiram desmontar essas posições é maior do que a possibilidade de elas aumentarem o seu risco, uma vez que nenhuma direção vai querer trazer para o seu acionista o tipo de prejuízo que se viu nas ações da Sadia hoje", explicou. "Essa zeragem de posição deve levar à compra de dólar e é isso o que a cotação está refletindo hoje", acrescentou, ressaltando ainda o fato de a alavancagem estar excessiva, o que aumentará a pressão sobre os preços decorrente de eventuais liquidações dessas posições.

O mercado interbancário de câmbio também contou hoje com uma intervenção do Banco Central, que vendeu dólares em leilão, conjugado com compra futura. O BC fixou taxa de venda de R$ 1,848 por dólar e de compra de R$ 1,883574 no leilão, que terá liquidação da venda no dia 30 próximo e da compra em 19 de dezembro, ou seja, em 80 dias corridos. A autoridade monetária acatou seis propostas, num total de US$ 500 milhões.

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