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Dólar comercial fecha em alta de 0,50% a R$ 1,611

A saída de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em meio à recuperação parcial das perdas do dólar ante o euro deu força ao avanço das cotações da moeda norte-americana também em relação ao real. Pelo segundo dia seguido o dólar se manteve acima do nível de R$ 1,60.

Agência Estado |

No fechamento dos negócios, por volta das 16h30, o dólar comercial subiu 0,50% para R$ 1,611. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou em alta de 0,44% a R$ 1,610.

"Houve demanda por moeda por parte de estrangeiros para remessas ao exterior, muito mais do que para operações de arbitragem no mercado futuro", observou um operador. Essa movimentação hoje deu continuidade à fuga de investimentos externos do mercado local de ações registrada em junho, quando houve saída recorde de R$ 7,4 bilhões de capital estrangeiro da Bovespa.

Além disso, o mercado de câmbio recompôs hoje posições compradas em dólar estimulado pela reabilitação da moeda no exterior, que foi amparada em parte pela percepção dos investidores de que os juros nos EUA não devem subir no curto prazo, por causa da situação ruim da economia norte-americana refletida em dados divulgados nesta quinta-feira. O mercado de trabalho nos EUA está cortando vagas há seis meses seguidos e já foram perdidos 438 mil empregos, na mais forte evidência de que a economia dos EUA caiu em recessão no primeiro semestre do ano.

De outro lado, alguns investidores saíram do euro em direção ao dólar estimulados pela falta de sinalização pelo Banco Central Europeu (BCE) de um novo aumento dos juros na zona do euro, apesar da pressão inflacionária. Hoje, o BCE elevou a taxa básica da zona do euro para 4,25% ao ano, como era esperado pelos analistas, mas o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, disse não ter "viés" para o juro. Essa combinação de fatores favoreceu a correção do dólar no exterior, a despeito de o petróleo em Nova York ter subido para a nova marca histórica de US$ 145,29 por barril. Do ponto de vista doméstico, o novo salto do petróleo contribuiu adicionalmente para sustentar as cotações do dólar em alta. Com o feriado do Dia da Independência amanhã nos EUA, a expectativa é de que o volume de negócios no câmbio doméstico seja menor.

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