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Dólar comercial fecha em alta de 0,25%, a R$ 1,584

O dólar oscilou em alta ante o real durante toda a sessão. As cotações foram sustentadas pela continuidade da correção externa da moeda americana ante o euro e o iene, em meio à persistente queda do petróleo, que é negociado em dólar.

Agência Estado |

Como a moeda, no Brasil, está no nível mais baixo em nove anos e meio, houve espaço para um ajuste técnico pontual, mas sem muita consistência, uma vez que o volume de negócios foi reduzido. O dólar comercial fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 1,584. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista terminou o dia também a R$ 1,584, com avanço de 0,32%.

"Pouca gente quis arriscar grandes posições antes da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) daqui a pouco", disse o operador Mario Battistel, da Fair corretora. Para ele, o esperado aumento do diferencial de juros interno e externo, após a elevação da taxa Selic que deve ser anunciada hoje, poderá atrair mais fluxo de recursos estrangeiros para o País. "Tanto a oscilação da moeda na sessão como o volume de negócios foram fracos e refletiram o compasso de espera do mercado diante das incertezas sobre o tamanho do aumento da Selic, se 0,50 ponto ou 0,75 ponto", completou Battistel. "Se a Selic vier a subir 0,75 ponto, o fluxo financeiro que poderá migrar para cá poderá ser maior do que se a correção for de 0,50 ponto", afirmou. A taxa básica de juros atual é de 12,25% ao ano.

O dólar comercial oscilou 0,25%, entre a máxima de R$ 1,5850 (+0,32%) e a mínima de R$ 1,581 (+0,06%). O giro financeiro total à vista diminuiu 18%, para cerca de US$ 1,916 bilhão.

A divulgação nesta tarde, pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), do Livro Bege, sumário das condições econômicas dos Estados Unidos, deixou o dólar volátil no exterior, após a constatação de que a atividade econômica nos EUA "desacelerou-se bastante" em junho e na primeira quinzena de julho e que a pressão de preços está elevada. Enquanto o dólar ampliou a alta ante o euro, o petróleo acelerou as perdas diante da possibilidade de redução do consumo e a desaceleração da economia norte-americana. A commodity também cedeu pressionada pela constatação de que continua baixo o risco de o furacão Dolly prejudicar a produção de petróleo no Golfo do México. Em Nova York, o petróleo perdeu 3,10% e fechou a US$ 124,44 o barril.

O Livro Bege revelou que os gastos de consumo estão lentos ou desacelerando e que o problemático mercado de moradia contribuiu para uma desaceleração da atividade econômica no leste dos EUA em junho. Contudo, os gastos de consumo nos Estados do meio-oeste mostraram alguns sinais de crescimento. "Os informes dos 12 distritos do Fed sugerem que o ritmo da atividade econômica desacelerou um tanto desde o último relatório." Todos os distritos caracterizaram as pressões de preços no geral como elevadas ou subindo.

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