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Após ser negociado em baixa na maior parte do dia, o dólar comercial inverteu a direção no final da tarde e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio em alta de 0,13% a R$ 1,599. A taxa máxima nesta quinta-feira foi de R$ 1,60, enquanto a mínima, pela manhã, foi de R$ 1,588.

No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos à vista encerrou em alta de 0,19% a R$ 1,5995.

As cotações foram pressionadas por compras de investidores que saíram com mais força do mercado de ações após as 15h30, levando o índice Bovespa a cair mais de 3%. No mercado de câmbio, o volume de negócios somava cerca de US$ 2,5 bilhões por volta das 17 horas.

"A oferta de ações da Vale, de cerca de US$ 11,45 bilhões, ficou abaixo dos US$ 15 bilhões esperados e a concessão de descontos generosos aos participantes sobre os preços das ações em mercado foi interpretada como sinal de que os papéis poderiam estar caros, o que justificou em parte as fortes vendas de ações da companhia na bolsa. Além de que o petróleo abaixo de US$ 130 o barril em Nova York pesou negativamente sobre os papéis da Petrobras. Esses fatores, especialmente, determinaram o declínio mais acentuado do Ibovespa, na contramão das altas das Bolsas em Wall Street", disse um operador.

Antes da virada final, o dólar oscilou em baixa em meio a expectativas de fluxo cambial positivo também relacionado à oferta de ações da Vale, cujo fechamento será na próxima terça-feira. Como os negócios com câmbio, no caso, são feitos em dois dias úteis, poderá haver mais fluxo favorável nos próximos dias, especialmente amanhã, disse o assessor de investimentos da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro. "Alguns investidores já se anteciparam vendendo moeda hoje antes de uma possível oferta maior", observou.

Em Nova York, o petróleo seguiu em baixa pelo terceiro dia seguido, refletindo a melhora nas relações entre os Estados Unidos e o Irã, preocupações relacionadas à saúde da economia norte-americana e a proximidade do vencimento dos contratos futuros para agosto da commodity. O petróleo caiu 3,95% para US$ 129,29 o barril, resultado que ampliou a queda em 3 dias para US$ 16, a maior da história.

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