Depois de quatro altas consecutivas, hoje o dólar comercial cedeu e fechou o dia com queda de 1,87%, negociado a R$ 1,781 no mercado interbancário de câmbio. A notícia de que o governo norte-americano estaria prestes a resolver a situação de um dos maiores bancos de investimento do país, o Lehman Brothers, influenciou o comportamento da moeda.

Dados ruins da economia dos EUA também fizeram crescer, mais uma vez, o temor de que a economia de países desenvolvidos pode crescer menos do que o esperado, o que ajudou o euro a se valorizar em relação ao dólar. Em relação ao real, o euro terminou o dia a R$ 2,532, em alta de 0,12%.

No câmbio doméstico, o dólar foi negociado em baixa durante todo o dia, refletindo, segundo fontes, ajuste de posições depois do forte avanço da semana, até ontem. Nesta semana, o dólar comercial acumulou alta de 3,73%. No acumulado de setembro, a moeda americana registra valorização de 9,07% e no acumulado do ano, alta de apenas 0,34%. De acordo com informações do mercado, o volume financeiro à vista totalizou hoje US$ 2,17 bilhões. O Banco Central, assim como ontem, deixou de realizar leilão de compra de dólar no mercado à vista. Desde o início de outubro do ano passado, as intervenções do BC no câmbio vinham sendo diárias.

A visão de que a economia americana segue fraca, ruim para o preço do petróleo, foi corroborada hoje pela divulgação de indicadores macroeconômicos nos EUA, que prejudicaram o desempenho do dólar, principalmente em relação à moeda única européia. O número que mais pesou sobre a divisa norte-americana foi a queda das vendas no varejo dos EUA em agosto ante julho, contrariando a previsão de aumento. Isso alimentou um movimento de venda de dólares ante o euro no mercado internacional de moedas, que ganhou força também porque os investidores vinham comprando dólares em busca de um porto seguro nos últimos dias, e se desfizeram de suas posições antes do final de semana.

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