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Dólar comercial encerra em queda de 1,28%, a R$ 2,31

O dólar caiu hoje em relação ao real em meio a poucos negócios e um fluxo cambial pequeno e sem destaques. O Banco Central amparou o declínio da moeda norte-americana, ao vender cerca de US$ 125 milhões em leilão à tarde, quando a cotação já estava em baixa.

Agência Estado |

A taxa de corte dos dólares negociados no leilão foi de R$ 2,3105, mais baixa do que a cotação à vista da moeda naquele momento, de R$ 2,312. No fechamento, o dólar comercial caiu 1,28%, para R$ 2,31. Na BM&F, o dólar negociado à vista cedeu 1,33%, para R$ 2,308. O giro financeiro total diminuiu 43%, para cerca de US$ 1,380 bilhão.

A autoridade monetária também realizou, no início da tarde, a quinta etapa de rolagem de contratos de swap cambial, e vendeu cerca de US$ 1,051 bilhão desses contratos. Até agora, foram renovados US$ 9,552 bilhões ou 93% do vencimento de swap cambial de US$ 10,2 bilhões, em 2 de fevereiro.

Os players domésticos ajustaram posições cambiais, influenciados pelo movimento externo de baixa da moeda americana, em meio à recuperação, mais cedo, das bolsas norte-americanas e dos preços do petróleo, após o aumento acima do esperado das vendas de imóveis residenciais usados nos EUA em dezembro. Os sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está cumprindo os cortes de produção anunciados no final do ano passado deram suporte à valorização do produto em detrimento do dólar no início da tarde.

Apesar das perspectivas negativas para a economia e o mercado de trabalho mundial, o dado positivo das vendas de imóveis residenciais usados em dezembro nos EUA deu ânimo às vendas de dólar. A recuperação das vendas de imóveis residenciais usados nos EUA em dezembro refletiu compras de oportunidade por causa dos preços mais baixos das moradias. As revendas de moradias aumentaram 6,5% para uma taxa anualizada de 4,74 milhões de unidades.

Às 17h27, o euro subia a US$ 1,3107, de US$ 1,2984 na sexta-feira; e a libra avançava a US$ 1,3883, de US$ 1,37975. A moeda americana também caiu em relação a outras moedas de países emergentes, além do real. O dólar cedeu para 616,75 pesos chilenos, de 620,75 pesos chilenos na sexta-feira; mas subiu ante a divisa mexicana para 14,1071 pesos, de 14,0250 pesos anteriormente.

Internamente, os dados do setor externo divulgados pelo BC, durante a manhã, não afetaram diretamente os negócios com câmbio, uma vez que se tratam de informações já esperadas pelo mercado. O total de Investimentos Estrangeiros Diretos no País em janeiro até hoje soma US$ 2,1 bilhões, sendo que a expectativa é de que alcance US$ 2,5 bilhões no fim do mês. Já o Investimento Brasileiro Direto do exterior em janeiro até hoje tem saldo negativo de US$ 212 milhões. Os investimentos estrangeiros em ações têm saldo negativo de US$ 711 milhões no mês até hoje. As aplicações em renda fixa, considerando apenas papéis negociados no País, registram saldo negativo de US$ 1,454 bilhão em janeiro até hoje.

No caso da balança comercial, o déficit no mês aumentou para US$ 645 milhões até o dia 25, uma vez que o déficit na quarta semana de janeiro (entre os dias 19 e 25) foi de US$ 255 milhões. Esse resultado reflete o ritmo de queda mais forte das exportações brasileiras em relação às importações.

O BC também informou que as intervenções líquidas no mercado de câmbio representaram a venda líquida de US$ 6,1 bilhões em dezembro. Nesse valor, estão incluídas as operações de venda direta no mercado à vista e os empréstimos de dólar feitos com os bancos para fins como o financiamento ao comércio exterior. Em 2008, houve uma venda líquida de US$ 5,4 bilhões pelo Banco Central, já que esse resultado reflete as compras de dólares feitas no início do ano e a reversão para a posição de vendedor líquido de dólares nos últimos meses de 2008, em razão do agravamento da crise financeira internacional. Ainda de acordo com os números apresentados pela autoridade monetária, o BC tem a receber, em 2009, US$ 13 bilhões em empréstimos realizados com o mercado.

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