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Dólar comercial dispara 6,41% na abertura, a R$ 2,309

O dólar comercial abriu em forte alta hoje, de 6,41%, cotado a R$ 2,309 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda americana fechou em baixa pelo segundo dia seguida, a R$ 2,17 (-4,82%).

Agência Estado |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subia 5,23%, a R$ 2,312, após abertura em alta de 4,89%, a R$ 2,3045.

O mercado doméstico de câmbio deve seguir o clima negativo demonstrado ontem nos Estados Unidos, que resultou em um ambiente de pânico nos mercados acionários da Ásia e europeus hoje, fazendo com que o dia seja tenso. Porém, o Banco Central brasileiro promete seguir atuando, com mais poderes do que nunca.

Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou as medidas anunciadas anteriormente pelo governo para prover o sistema financeiro de liquidez. No detalhamento, a autoridade monetária recebeu autorização para, por exemplo, proibir novas linhas de negócios, obrigar bancos a venderem ativos e suspenderem a distribuição de dividendos, além de estar apto a impedir a concessão de aumentos salariais para os administradores das instituições financeiras. As normas também deixam claro que, em operações de compra de carteiras de crédito, o BC não aceitará créditos "podres" dos bancos.

Segundo o Banco Central, essas exigências estão em linha com as práticas já adotadas na Europa e nos Estados Unidos. E o mercado está prometendo receber bem. Na opinião de especialistas, as medidas são preventivas e devem permitir que a autoridade monetária atue se identificar problemas que possam comprometer o bom funcionamento do sistema financeiro. "As medidas internas estão sendo bem feitas, o problema é o noticiário internacional", afirma um analista, acrescentando que perante as informações externas negativas o mercado torna-se irracional.

Entre as ações planejadas pelo Banco Central para o dia está o leilão para venda de até 16,050 mil contratos de swap cambial tradicional, em que a autoridade monetária tem posição vendedora em câmbio e compradora em taxa de juros. A oferta soma valor equivalente a US$ 800 milhões, em contratos com dois vencimentos: em dezembro deste ano e em janeiro do ano que vem. Com este leilão, o BC realizará a oferta destes contratos pelo quinto dia seguido.

Além disso, o mercado está certo de que o BC atuará vendendo dólares no mercado à vista se a liquidez e a pressão das cotações assim o exigirem. Os leilões de venda direta de dólares foram retomados na quarta-feira (dia 15), depois de mais de cinco anos ausentes e, até o fechamento de ontem, quatro deles já tinham sido feitos. Pelos cálculos do mercado, o BC vendeu, no total, quase US$ 2 bilhões.

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