O dólar comercial abriu em forte alta hoje, de 2,36%, cotado a R$ 1,823 no mercado interbancário de câmbio. Na última sexta-feira (dia 12), a moeda americana fechou em queda de 1,87%, negociada a R$ 1,781.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista reduzia a alta e subia 2,13%, a R$ 1,819, na taxa mínima do dia até as 9h43 (de Brasília), após abertura em alta, de 2,19%, a R$ 1,82.

A aversão ao risco se avoluma na manhã de hoje nos mercados financeiros globais, após o banco de investimento Lehman Brothers anunciar que pretende pedir concordata, o Merrill Lynch aceitar, na noite de ontem, a oferta de compra do Bank of America (BofA) de US$ 50 bilhões, e a seguradora de bônus American International Group (AIG), principal companhia de seguros dos EUA, informar que busca um empréstimo emergencial de curto prazo (empréstimo-ponte) de US$ 40 bilhões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

"Diante destes fatos, aumenta a expectativa em torno da divulgação de balanços por parte de outros dois grandes bancos de investimento dos EUA, o Goldman Sachs, amanhã, e o Morgan Stanley, na quarta-feira (dia 17)", comentou a diretora de câmbio da AGK corretora, Miriam Tavares. "Ganham também ainda mais importância a decisão de política monetária e o comunicado do Fed, amanhã, que, apesar do ambiente inflacionário desconfortável, deve ressaltar a fragilidade das instituições financeiras", ponderou.

Esse cenário de caos no sistema financeiro americano deve impedir que os investidores busquem refúgio no real. "O real só deve ter espaço para queda", afirmou um operador.

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