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O dólar iniciou a tarde em queda forte ante o euro, o que levou as cotações da moeda no Brasil às mínimas do dia, depois de ter aberto a sessão em alta. O fluxo positivo de recursos ao País pelo lado comercial ajuda a ampliar o declínio.

Às 15h06, o dólar comercial renovou a mínima do dia, cotado a R$ 1,63, em baixa de 0,55%. Em Nova York, o euro subia 0,51%, a US$ 1,4767.

A alta de 8,9% do índice de preços ao produtor nos Estados Unidos em julho (contra o mesmo mês de 2007), a maior elevação anual em quase 27 anos, e a retração de 11% no nível de novas construções no mês passado naquele país, ao menor nível desde 1991, pesam negativamente sobre as bolsas e o dólar em meio à persistente inquietação dos investidores com o setor financeiro norte-americano. Os investidores estão preocupados com a possibilidade de a inflação acabar prejudicando o já fraco crescimento econômico nos EUA. Com a recuperação do petróleo e o fluxo comercial positivo, as cotações da moeda norte-americana ampliaram as perdas ante o real, disse um operador. Às 15h08, o petróleo negociado em Nova York subia 1%, para US$ 114 o barril.

O dirigente da regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Dallas, Richard Fisher, acentuou as preocupações com a economia norte-americana, afirmando que a queda do preço das commodities (matérias-primas) não é a cura dos problemas com inflação e que é perigoso deixar que os preços saiam fora de controle.