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Dólar comercial avança 0,43% e encerra a R$ 2,34

O dólar fechou em alta em relação ao real, acompanhando a valorização da divisa norte-americana no mercado de moedas até o meio da tarde, que foi amparada pela persistente aversão ao risco nos mercados em meio às quedas iniciais do petróleo e das bolsas diante da confirmação da recessão no Reino Unido e de novos balanços corporativos negativos na Ásia e EUA. Com a inversão de sinal para alta das bolsas e do petróleo, no fim da tarde, o dólar perdeu força no exterior, passando a cair em relação ao euro e a oscilar ao redor da estabilidade ante a libra, o iene e o yuan e ainda algumas moedas de países emergentes, como o peso mexicano.

Agência Estado |

Aqui, como o mercado à vista já havia fechado, a reação ocorreu no mercado futuro da BM&F, onde o contrato de dólar para fevereiro devolveu os ganhos.

O dólar comercial avançou 0,43% e fechou cotado a R$ 2,34. Na BM&F, o dólar negociado à vista encerrou o dia a R$ 2,339, em alta de 0,39%. Parte dessa apreciação também resultou de compras de moeda por investidores estrangeiros, que reduziram posições em ações, disse o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora. Por isso, a venda pelo Banco Central no mercado doméstico de cerca de US$ 100 milhões, pela manhã, foi insuficiente para impedir a subida das cotações.

Até o dia 16 de janeiro, o fluxo cambial estava negativo em US$ 2,194 bilhões e, segundo o BC, a saída de dólares foi ocasionada pela chamada conta financeira, onde são registrados os movimentos de investidores em títulos e ações, remessas de lucros e investimentos diretos, entre outras operações. Nessa conta, o levantamento mostra saída líquida de US$ 2,563 bilhões no período (resultado de saídas totais de US$ 12,884 bilhões e entradas de US$ 10,321 bilhões). No caso da Bovespa, no acumulado do ano, até o dia 20, o saldo de recursos externos está negativo em R$ 546,455 milhões.

A volatilidade mais forte do dólar comercial nesta sessão - as cotações oscilaram 1,20%, entre a mínima de R$ 2,337 e a máxima de R$ 2,365 - favoreceu ainda a realização de operações interbancárias, que ajudaram a elevar os negócios. O giro financeiro total à vista aumentou 11%, para cerca de US$ 2,286 bilhões.

Os destaques negativos do noticiário externo hoje foram o anúncio de que o Reino Unido entrou em recessão ao registrar queda de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano passado, depois de ter recuado 0,6% no terceiro trimestre ante o segundo. Na Espanha, a taxa de desemprego subiu para 13,91% no quarto trimestre de 2008, o maior nível em 8 anos. No segmento corporativo, a coreana Samsung informou seu primeiro prejuízo desde 2000, quando começou a divulgar resultados; a norte-americana Advanced Micro Devices (AMD) anunciou ontem à noite prejuízo líquido de US$ 1,424 bilhão; e hoje pela manhã a General Electric anunciou queda de 44% no lucro líquido do quarto trimestre, para US$ 3,72 bilhões.

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