O dólar comercial abriu em baixa hoje, de 3,97%, cotado a R$ 2,055 no mercado interbancário de câmbio e, instantes após a abertura, ampliava a queda para 4,49%, a R$ 2,044, na taxa mínima do dia até as 10h10 (de Brasília). Ontem, a moeda americana despencou 7,76%, a maior queda desde agosto de 2002, e fechou cotada a R$ 2,14.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista recuava 4,72%, a R$ 2,04, também na mínima do dia, após abertura em baixa de 4,01%, a R$ 2,055.

Os mercados continuam otimistas no rastro das medidas de resgate de confiança e liquidez tomadas em conjunto pelos bancos centrais europeus. Alguns emergentes, como a Austrália, também continuam a trabalhar e, no rastro, o Japão anunciou hoje medidas para reforçar o mercado de ações e o sistema financeiro do país. Emirados Árabes também injetaram recursos nos negócios.

Por aqui, o Banco Central continua se movimentando e é bem recebido pelo mercado. A satisfação com mais uma liberação dos compulsórios, ontem, foi generalizada. E as primeiras compras de carteiras de crédito entre instituições financeiras foram anunciadas. Bradesco adquiriu carteiras de duas instituições, sendo uma de financiamento de veículos e outra de empréstimo consignado. O Unibanco comprou carteiras de dois bancos, de crédito consignado.

Além disso, o BC seguem com os leilões para prover liquidez em dólar. Ontem, não houve venda de dólares no mercado à vista, mas foi feito leilão de swap cambial. E tem mais hoje. Na operação do dia, o Banco Central oferece até 25,2 mil contratos de swap cambial tradicional, na qual a autoridade monetária tem posição vendedora em câmbio e compradora em taxa de juros. Este é o sétimo pregão consecutivo em que o BC faz leilão de swap.

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