O dólar comercial abriu as negociações hoje no mercado interbancário de câmbio em queda de 2,31%, cotado a R$ 2,325. Às 10h10, a moeda ampliava a baixa a 2,44%, negociada a R$ 2,322.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em contratos de liquidação à vista (dois dias úteis), o dólar abriu o pregão a R$ 2,33, em baixa de 2,10%.

A aprovação pelo Senado norte-americano da segunda parte do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) no valor de US$ 350 bilhões e a notícia de que o governo dos EUA investirá US$ 20 bilhões no Bank of America (BofA) imprimem um tom positivo nos mercados globais, o que pode favorecer uma recuperação do real ante o dólar nesta sexta-feira, após uma sequência de quatro altas da divisa norte-americana. No exterior, várias moedas fortaleciam-se ante o dólar, inclusive o euro, que era negociado a US$ 1,3295, de US$ 1,3145 no final da tarde de ontem.

No caso do euro, vale citar declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, em entrevista à rede de televisão japonesa NHK, deixando aberta a porta para mais reduções do juro na zona do euro, mas descartando levar a taxa a zero. "Se você me perguntar se iremos para zero, eu digo não, nós não vamos", afirmou. Ontem o BCE decidiu cortar o juro básico em 0,5 ponto porcentual, para 2% ao ano.

Na Europa, as bolsas em Londres, Paris e Frankfurt registravam altas de quase 3% por volta das 10h10, com destaque para o setor financeiro. Nos EUA, os índices futuros também oscilavam no azul, em torno de 2%. Por volta das 9 horas, o Citigroup e o Bank of America informaram seus balanços do último trimestre de 2008. No caso do Citi, o prejuízo por ação ficou em US$ 1,72 - acima da média das projeções de prejuízo de US$ 1,14, apurada com analistas pela Thompson Reuters. O BofA, por sua vez, verificou um prejuízo de US$ 0,48 - economistas aguardavam lucro.

A pauta internacional desta sexta-feira ainda inclui a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) e a produção industrial de dezembro nos EUA, além da preliminar da confiança do consumidor norte-americano apurada pela Universidade de Michigan em janeiro.

Algumas commodities agrícolas e metálicas também mostravam valorização hoje, o que pode ser mais um componente para a apreciação do real.

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