O dólar comercial iniciou hoje as negociações no mercado interbancário de câmbio estável, cotado a R$ 2,275. Nas transações seguintes, às 10h22, a cotação registrava queda de 1,01% a R$ 2,252.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado a R$ 2,26, em baixa de 0,66%, no mesmo horário.

Numa manhã em que a agenda nacional está lotada, com destaque para a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na qual foi decidido o corte de um ponto porcentual na taxa Selic, o mercado doméstico de câmbio deve continuar voltado, principalmente, para o comportamento dos ativos internacionais. Até porque, o assunto nacional que mais chamava a atenção dos corretores de câmbio não estava atrelado nem à ata do Copom, nem a indicadores domésticos e sim ao fim do bloqueio a licenças prévias para importação. E esse tema saiu do cenário ontem, no início da noite, com o recuo dos Ministérios do Desenvolvimento e Fazenda, a mando do presidente Lula.

Essa informação provocará um alívio nas mesas de operações de câmbio, mas não deve mexer nos preços. O rumo das cotações do dólar não vinha sendo influenciado pela medida, apesar de haver forte potencial para isso, se a barreira fosse mantida. O que não ocorreu, como previam os profissionais de mercado e analistas.

No exterior, o início do dia não é dos melhores. As principais bolsas de valores mostram perdas. Isso porque as divulgações de mais notícias corporativas desfavoráveis ofuscam a aprovação do pacote de estímulo econômico de US$ 819 bilhões na Câmara dos EUA e a ideia de se criar um banco que reúna os ativos podres das instituições financeiras norte-americanas ("Bad Bank"). Até porque, a vitória de Obama - defensor do pacote - na Câmara, não recebeu apoio de republicanos, como era esperado.

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