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O dólar comercial abriu em baixa hoje, de 1,36%, cotado a R$ 2,17 no mercado interbancário de câmbio e, instantes após a abertura, inverteu a direção e subia 1,05% a R$ 2,223, na taxa máxima do dia até as 10h21 (de Brasília). Ontem, a moeda americana disparou 7,63%, na maior variação porcentual em um único dia desde janeiro de 1999, e fechou cotada a R$ 2,20, retomando a cotação de setembro de 2006.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado em alta de 0,28%, a R$ 2,2112, na taxa mínima do dia, após abertura em baixa de 1,59% a R$ 2,17.

Depois de uma segunda-feira caótica, os mercados mostram alívio no início desta terça-feira. Mas isso pode ser frágil. Primeiro porque a melhora de hoje apóia-se em uma expectativa e não numa certeza: os investidores estão alimentando a idéia de que haverá um corte generalizado de juros por parte dos bancos centrais mundiais. Segundo porque as notícias negativas sobre crédito e saúde bancária continuam pipocando e tende a alimentar a aversão ao risco, que penaliza os emergentes.

A fragilidade da aposta em corte de juro generalizado mostrou-se na sinalização do Banco do Japão (BoJ), que declarou ser contra uma ação coordenada dos BCs e manteve a taxa de seu país em 0,5% ao ano hoje - no mesmo nível desde fevereiro do ano passado. Já o Banco Central da Austrália cortou o juro do país com intensidade maior do que o esperado, em um ponto porcentual, para 6% ao ano. Sobre esse quesito, os mercados tenderão a focar atenção hoje na reunião entre as autoridades financeiras da Europa e no pronunciamento do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, a partir das 10h30 (de Brasília).

Por aqui, o mercado deve repercutir as medidas anunciadas ontem à noite pelo governo para melhorar a liquidez interna. Por meio de Medida Provisória (MP), o governo brasileiro deu poderes ao Banco Central para que compre carteiras de crédito de instituições financeiras em dificuldades e conceda empréstimos em moeda estrangeira. Também autorizou as empresas de arrendamento mercantil (leasing) a emitir letras.

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