O dólar comercial abriu em baixa hoje, de 0,88%, cotado a R$ 2,15 no mercado interbancário de câmbio e, instantes após a abertura, ampliava a queda para 1,20%, a R$ 2,143, na taxa mínima do dia até as 10h27 (de Brasília). Ontem, a moeda americana fechou em alta de 0,60%, a R$ 2,169.

No mesmo horário, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caía 1,25%, a R$ 2,14, também na mínima do dia, após abertura em baixa de 0,65% a R$ 2,153.

No dia em que os eleitores americanos escolhem o novo presidente dos EUA, os investidores globais operam com tom de otimismo. As pesquisas apontam vantagem do democrata Barak Obama em relação ao republicano John McCain e essa parece ser a preferência dos líderes econômicos da União Européia (UE). Hoje, antes de participarem do encontro dos ministros de Finanças do bloco, os representantes da Alemanha e da Holanda declararam que preferem o candidato democrata. No cenário externo, as bolsas sobem, o petróleo cai e o euro mostra forte valorização.

Porém, por aqui, tem havido demandas específicas por dólar. Ontem, o comportamento do mercado doméstico de câmbio descolou-se do exterior. O dólar subiu e o Banco Central fez um leilão de venda no mercado à vista ainda pela manhã, sem conseguir inverter a tendência. E o mercado ficará de olho no fluxo.

Na agenda do dia, mais um leilão de swap cambial. O BC realiza a operação entre as 12h45 e as 13 horas, ofertando até 14 mil contratos, distribuídos em três lotes. A oferta equivale a cerca de US$ 700 milhões. Desde a última quinta-feira (dia 30), o BC passou de credor à condição de devedor em dólar no mercado futuro.

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