O dólar comercial abriu em baixa de 0,82% hoje, cotado a R$ 1,703 no mercado interbancário de câmbio. Na última sexta-feira (dia 5), a moeda americana fechou em leve baixa, de 0,12%, a R$ 1,717.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caía 0,70%, a R$ 1,706, após abertura em queda de 0,99% a R$ 1,701.

A intervenção do Tesouro dos Estados Unidos nas agências hipotecárias americanas Freddie MAC e Fannie Mae anunciada no fim de semana trouxe euforia aos mercados financeiros globais esta manhã.

Os movimentos de hoje remontam à época em que os investidores internacionais operavam assumindo riscos, com toda a força nas operações de carregamento (carry trade), que beneficiam o dólar ante o iene e o franco suíço. Com isso, a perspectiva é de que isso permita também uma recuperação das moedas emergentes, entre elas o real.

Porém, diante do cenário o enfraquecimento das economias desenvolvidas - sobretudo do Japão e da Europa, contaminadas pela desaceleração da economia americana - especialistas ponderam que o otimismo de hoje tem data para terminar. Ninguém diz quando, mas todos afirmam que o bom humor é de curto prazo. Assim, o impacto nas moedas emergentes pode não ser tão perceptível ou pode até não ocorrer. Depende do que pesará mais: o risco que traz o enfraquecimento das economias desenvolvidas ou a euforia com a intervenção nas gigantes de hipotecas nos EUA.

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