O dólar comercial abriu em baixa de 0,70% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,707. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu em queda de 0,87%, a R$ 1,704.

O euro voltava nesta manhã a encostar em US$ 1,50, em um dia em que os mercados comemoram o resultado da reunião do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo). Apesar de não terem apresentado grandes novidades, o encontrou ressaltou que essas economias continuarão mantendo os estímulos à atividade até que haja sinais consistentes de que a crise foi superada, além de apresentarem um extenso cronograma de discussões que ocorreram no decorrer do próximo ano. Mais relevante do que isso para o mercado de câmbio, no entanto, foi a avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI), de que o dólar ainda está sobrevalorizado.

Diante disso, no Brasil, o dólar não deve encontrar outro caminho que não a queda ante o real hoje, ainda que, ultimamente, o mercado tenha encontrado também motivos internos para dar rumo às cotações. A questão é que, entre os fatores internos que pesam no câmbio, o fluxo positivo é uma constante e contribui para acentuar ainda mais a trajetória de valorização do real. E, no sentido contrário, permanece a certeza dos investidores e analistas de que o governo está muito preocupado com o caminho da moeda e tentará algo para atenuar a valorização cambial.

Essa preocupação com os desequilíbrios fiscais, inclusive, foi levada pelo Brasil ao G-20. O País conseguiu colocar o tema entre as discussões do grupo, mas, por ora, não conseguiu que ele adquirisse um status de urgência. Será abordado no conjunto dos debates sobre Desenvolvimento Sustentável.

A convicção de que o governo brasileiro está preparando novas medidas para conter a apreciação do real tem mantido a moeda norte-americana acima de R$ 1,70. Porém, hoje, o cenário internacional deve colocar à prova a capacidade de as expectativas internas sustentarem a moeda norte-americana.

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