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O dólar comercial abriu em baixa hoje, de 0,25%, cotado a R$ 1,611 no mercado interbancário de câmbio. Porém, instantes após a abertura, às 10 horas (de Brasília), a moeda americana reduziu a baixa e cedia 0,12%, a R$ 1,613, na taxa máxima do dia até o momento.

No mesmo horário, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado em baixa, a R$ 1,611, na mesma cotação apresentadas na abertura.

Dados divulgados hoje pela manhã confirmam as perspectivas sobre a retração das economias européias, após divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) teve retração no segundo trimestre deste ano, a primeira desde 1995. Já os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da região foram revisados em baixa, indicando alta de 4% no ano em julho, abaixo da estimativa divulgada anteriormente de alta de 4,1%. Ainda assim, depois de ter antecipados números ruins, o mercado internacional de moedas opera com tranqüilidade e o euro consegue até registrar pequena elevação ante o dólar. Porém, a divisa européia continua cotada abaixo de US$ 1,50.

Por aqui, depois de sete dias consecutivos de alta, ontem, perante fluxo positivo, o dólar voltar a recuar ante o real. E a pergunta continua: a valorização generalizada da moeda americana representa uma nova tendência ou é um ajuste, com limites? Analistas internacionais falam em respiro antes de nova aceleração do dólar, mas isso não é consenso. A resposta pode vir nos próximos pregões e todos os agentes estão atentos.

No Brasil, onde o real tem se comportado bem durante toda a crise, também houve ajuste à valorização generalizada do dólar nos últimos dias. Mas, com a tranqüilidade mostrada hoje lá fora, deve abrir-se espaço para os negócios serem mais fortemente influenciados pelo fluxo do dia. De qualquer maneira, os especialistas continuam afirmando que a moeda americana está sensível à alta.

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