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Dólar comercial abre em baixa de 0,17% a R$ 1,762

O dólar comercial abriu em baixa de 0,17% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,762. O dólar deve continuar fortalecido hoje ante algumas das principais moedas, mas no Brasil a perspectiva de entrada de recursos e uma correção na alta expressiva de ontem, quando a moeda avançou 1,15% e fechou a R$ 1,765, podem levar a divisa ao campo negativo.

AE |

O dólar comercial abriu em baixa de 0,17% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,762. O dólar deve continuar fortalecido hoje ante algumas das principais moedas, mas no Brasil a perspectiva de entrada de recursos e uma correção na alta expressiva de ontem, quando a moeda avançou 1,15% e fechou a R$ 1,765, podem levar a divisa ao campo negativo. A crise fiscal na Grécia e a contaminação de outras nações do bloco, como Portugal, continuam no radar, pressionando o euro e derrubando parte das bolsas europeias, mas o cenário não parece tão assustador como na véspera.

Em relação à situação da Grécia, hoje o jornal britânico Financial Times afirma que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estuda ampliar a ajuda financeira ao país em mais 10 bilhões de euros. O diário afirma que o FMI já ofereceu a Atenas 15 bilhões de euros como parte de um pacote de resgate elaborado junto com países da zona do euro, que hoje totaliza 45 bilhões de euros. Além disso, Amadeu Altafaj Tardio, porta-voz da Comissão Europeia, disse que os 16 países que usam o euro decidiram não permitir que uma nação do bloco declare calote sobre sua dívida. Uma reestruturação da dívida da Grécia ou de qualquer outro país da zona do euro "não é uma opção porque os 16 Estados membros da zona do euro decidiram assim", disse Tardio.

Internamente, o que conterá o avanço do dólar, entretanto, é a perspectiva de que o ingresso de recursos continue a chegar ao Brasil. A alta da taxa básica de juros (Selic) esperada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que se encerra hoje torna o real ainda mais atrativo, enquanto capitalizações como as do Banco do Brasil e da Petrobras devem adicionar liquidez ao mercado local. Além disso, os investidores podem corrigir os exageros de ontem, segundo um operador.

Ontem, fontes informaram à Agência Estado que a direção do Banco do Brasil está correndo contra o tempo para que o governo capitalize a instituição em cerca de R$ 9 bilhões "o quanto antes" para evitar a concorrência com a capitalização da Petrobras. A data provável para a operação pode ser em meados de maio, tão logo estejam concluídos todos os trâmites necessários à operação junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa capitalização, que será financiada também pelo Fundo Soberano do Brasil (FSB), reforçará o caixa da instituição para manter o peso forte do BB na concessão de crédito e dar suporte aos novos empreendimentos do banco no exterior.

Para Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, "a aposta de avanço agressivo da Selic nos próximos meses, em meio ao risco país do Brasil relativamente baixo por conta do patamar de reservas elevado e da credibilidade conquistada pelo País, eleva a perspectiva de entrada de recursos a partir da arbitragem com o diferencial de juros e deve continuar impedindo que as cotações se distanciem muito do patamar de R$ 1,80, o que só ocorrerá se houver uma deterioração muito importante do cenário externo".

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