O dólar comercial abriu em baixa de 0,13% hoje, cotado a R$ 1,575 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda americana fechou em alta de 0,13%, a R$ 1,577.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), às 10 horas (de Brasília), o dólar à vista era negociado a R$ 1,575 (-0,1%), ainda na mesma cotação da abertura.

O dia promete ser intenso no mercado mundial de moedas. Logo pela manhã, os bancos Central Europeu e da Inglaterra corroboraram a expectativa dos analistas e mantiveram as taxas de juros estáveis, em 4,25% ao ano e 5% ao ano, respectivamente. Mas as palavras do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, que já estão sendo proferidas, são observadas com ansiedade pelos mercados e têm grande potencial para determinar os negócios não só de hoje, mas dos próximos dias, com respingos no mercado de câmbio também por aqui. Até porque, a relação dólar/real deve mostrar-se mais influenciável pela trajetória internacional da moeda americana este mês, em que as férias do hemisfério norte tendem a diminuir os fluxos internacionais de recursos.

Internamente, vale registrar que, como mostraram os dados do fluxo cambial de ontem, anunciados pelo Banco Central, embora não haja uma sangria, o dinheiro dos investidores estrangeiros continua saindo mais do que entrando no País. Em julho, completou-se dois meses de fluxo cambial negativo, com saídas total de US$ 3,371 bilhões no período. Pela primeira vez desde setembro de 2005, o BC registrou dois meses consecutivos de fluxo cambial negativo. E nada indica que tenha havido mudança significativa nos últimos dias.

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