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O dólar comercial abriu em baixa de 0,11% hoje, cotado a R$ 1,828 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda americana fechou em forte alta, de 2,06%, a R$ 1,83.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado em baixa de 0,66%, a R$ 1,823, na taxa mínima do dia até o momento, após abertura em alta de 0,26% a de R$ 1,84.

Os mercados internacionais ainda não encontraram uma direção definida na manhã de hoje. Nos Estados Unidos, a notícia de que o megainvestidor Warren Buffett fará um investimento de US$ 5 bilhões no banco de investimentos Goldman Sachs imprime otimismo nos negócios do pré-mercado em Nova York. Na Europa, os investidores ainda mostram preocupação com a atitude que tomará o Congresso americano em relação ao pacote de auxílio ao sistema financeiro, de US$ 700 bilhões. No Brasil, a novidade do dia são as medidas que o Banco Central acaba de anunciar para preservar a liquidez diante da restrição externa.

Depois de ter injetado liquidez em dólar na semana passada, ao disponibilizar um empréstimo de US$ 500 milhões, em dois leilões, o BC anunciou que está adiando o prazo para a adoção de depósitos compulsórios sobre leasing (arrendamento mercantil). Também está afrouxando o compulsório sobre depósitos a prazo, à vista e da poupança. A medida sobre o leasing tinha sido tomada dentro de um conjunto de ações que visavam o aperto do crédito e o controle da demanda interna, com objetivo de recolocar a inflação na meta. O mercado deve receber bem essa notícia.

Porém, o tom de cautela ainda deve prevalecer no mercado doméstico de câmbio. Os investidores têm se mostrado retraídos desde o início desta semana e a falta de exportadores nas mesas tem feito diferença. O principal motivo é a escassez de linha para operações de Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC).

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